A ópera Onheama será apresentada nos dias 21 e 22 de Maio, no Cine-Teatro Municipal de Serpa, integrando-se no Festival Terras Sem Sombra. O Teatro Nacional de São Carlos participa com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, solistas e coro adulto. Participará ainda o coro infanto-juvenil do Instituto Gregoriano de Lisboa. Dirige o maestro brasileiro Marcelo de Jesus (Filarmónica do Amazonas). No elenco dos solistas participam Carla Caramujo, Inês Simões, Marco Alves dos Santos, Nuno Pereira e Carolina Andrade. A encenação é da responsabilidade do dramaturgo argentino a trabalhar em Portugal, Claudio Hochmann. 

A ópera está a ser integralmente montada em Serpa: os figurinos e a cenografia, da autoria de Miguel Costa Cabral, estão a ser elaborados na Oficina do Traje e nas oficinas de serralharia e carpintaria da Câmara Municipal de Serpa pelos funcionários da autarquia. Os protagonistas, mais de centena e meia de pessoas, incluem crianças e jovens das escolas de Serpa. 

A peça de João Guilherme Ripper, um dos mais importantes autores musicais brasileiros dos nossos dias — compositor, director de orquestra, professor e presidente da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro —, estreou em 2014, no Festival Amazonas, de Manaus, com grande êxito, e foi reposta no ano seguinte atingindo de novo enorme sucesso. Esta é a primeira apresentação de Onheama na Europa.

Esta ópera infanto-juvenil com uma forte mensagem ecológica é inspirada no poema A infância de um guerreiro, de Max Carphentier, sendo que Onheama significa “eclipse” em língua tupi. A mitologia indígena interpreta o eclipse como a acção maléfica de Xivi, a terrível onça celeste, que devora Guaraci, o Sol, e depois sai à caça das estrelas e de Jaci, a Lua. No dia em que Xivi conseguir engolir tudo o que reluz no céu, e saciar a sua fome tremenda, o mundo acabará. Somente um guerreiro corajoso e de coração puro como Iporangaba poderá salvar a Amazónia e a Terra do terrível monstro. Triunfa a luz numa perspectiva infantil; triunfa, afinal, a vida.

 


 

 

21 de Maio . 21h30 / 22 de maio . 16h00
Cine-Teatro Municipal de Serpa
Onheama, de João Guilherme Ripper
Ópera para o público infanto-juvenil, baseada em A infância de um guerreiro, de Max Carphentier

Entrada gratuita, sujeita à capacidade da sala. Bilhetes disponíveis de 18 a 20 de maio, na Unidade Municipal de Cultura, Desporto e Juventude, na rua da Cadeia Velha, Serpa, das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30. A bilheteira abre 2 horas antes de cada concerto.

Direcção musical | Marcelo de Jesus
Encenação | Claudio Hochmann
Cenografia e Figurinos | Miguel Costa Cabral

Iara | Carla Caramujo
Nhandeci e Xivi | Inês Simões
Boto | Marco Alves dos Santos
Tuxaua | Nuno Pereira
Iporangaba | Carolina Andrade

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro Titular | Giovanni Andreoli
Coro Juvenil do Instituto Gregoriano de Lisboa
Maestrina Titular | Filipa Palhares
Orquestra Sinfónica Portuguesa

Sobre o autor

Edward Ayres d'Abreu

Concluiu o Curso Complementar de Piano no Conservatório Nacional. É licenciado em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou sob orientação de Sérgio Azevedo e de António Pinho Vargas. Durante um ano, em programa Erasmus, frequentou o Conservatório Nacional Superior de Paris (CNSMDP), estudando com Gérard Pesson. É Mestre em Ciências Musicais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e doutorando em Musicologia Histórica enquanto bolseiro da FCT, Fundação para a Ciência e a Tecnologia. É membro fundador e Presidente da Direcção do MPMP, Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa, tendo sido Director da revista 'Glosas' nos seus primeiros quinze números.

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