Em 2015, a Glosas publicou cinco notícias sobre o mau estado em que se encontrava o Conservatório Nacional, instalado no Convento dos Caetanos, sobre as necessárias obras de requalificação, sobre as manifestações então em curso, sobre as dificuldades financeiras. Em Fevereiro, Luís Salgueiro diagnosticava uma “Semana de ruptura“; em Março, João Romão reflectia sobre a luta necessária e Filipe Gaspar acompanhava a onda de protestos, de que se destacava uma vigília organizada por alunos; em Novembro, Luís Salgueiro noticiava um pedido de donativos. E, finalmente, anunciava-se o começo da recuperação.

Mais de cinco anos depois, o que aconteceu? Foi recentemente publicado no Diário da República (12/03/2021) o aviso de lançamento de um novo concurso público internacional para a empreitada de conclusão das obras de reabilitação do edifício. Isto na sequência de, em 2018, ter sido lançado um primeiro concurso para o qual não apareceram candidatos (o valor para a reabilitação era então de 10.580.000,00 euros), ao que foi depois lançado um novo concurso que, graças ao valor reajustado, obteve interessados, mas o empreiteiro que ganhou a empreitada abandonou os trabalhos por falência…

Este novo concurso público, lançado neste mês pela Parque Escolar, entidade que assumiu a posse administrativa do edifício, para a realização das obras de reabilitação das Escolas Artísticas de Música e Dança do Conservatório Nacional, foi anunciado com o valor de 13095000.00 euros, com prazo de execução de 22 meses.

Situado no Bairro Alto, o Convento dos Caetanos apresenta problemas estruturais desde a década de 1990. Será que é desta?

Sobre o autor

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Diplomada pela Universidade de São Paulo, onde se licenciou em História, concluindo o mestrado e o doutoramento em Arqueologia e integrando o LARP, Laboratório de Arqueologia Romana Provincial, enquanto Supervisora de Programas e Pesquisas. Foi docente de História da Arte em diversas instituições universitárias e no MASP, Museu de Arte de São Paulo. Realizou o estágio doutoral no Collège de France, Paris, especializando-se depois em Gestão Cultural no SENAC, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, e concluindo o mestrado em Empreendedorismo e Estudos da Cultura — Património no ISCTE, Lisboa, tendo neste âmbito sido distinguida com um Prémio de Excelência Académica.