A Orquestra Gulbenkian apresentar-se-á em Évora no próximo dia 30 de Novembro, pelas 21h30, no Teatro Garcia de Resende. Este será o segundo concerto orquestral nesta cidade alentejana no espaço de uma semana, seguindo-se ao concerto da Orquestra Philarmónica de Lisboa, agendado para o dia 25. Esta actuação é co-organizada pela Gulbenkian Música/Fundação Calouste Gulbenkian e pela Câmara Municipal de Évora, contando como o apoio do Cendrev.

O programa para este concerto, intitulado Viagem em Itália, incluirá a Sinfonia n.º 32, em Sol maior, KV 318 de Wolfgang Amadeus Mozart e as Variações sobre um tema Rococó, Op. 33, para violoncelo e orquestra, de Piotr Ilitch Tchaikovsky. A segunda parte do concerto será totalmente preenchida com a Sinfonia n.º 4 em Lá maior, “Italiana”, Op. 90, de Felix Mendelssohn-Bartholdy. A orquestra será dirigida pelo maestro Jean-Marc Burfin.

A Orquestra Gulbenkian completa, esta temporada, 54 anos de actividade, período em que foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efectivo de sessenta e seis instrumentistas que pode ser pontualmente expandido conforme as exigências do repertório executado. Esta constituição permite à orquestra uma abordagem de um amplo repertório, desde o Barroco à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas – como é o caso das obras de Mozart, Tchaikovsky e Mendelssohn do presente programa – podem ser interpretadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efectivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio e respectiva estrutura sonora interior. Para além das actuações regulares no Grande Auditório Gulbenkian, decorrentes da temporada musical desta instituição, a Orquestra Gulbenkian actua igualmente em diversas localidades do País, cumprindo, desta forma, uma função descentralizadora, como ocorre com o presente concerto.

Jean-Marc Burfin, maestro convidado para este concerto, tem colaborado frequentemente com a Orquestra Gulbenkian. Actualmente professor na Academia Nacional Superior de Orquestra e maestro titular da Orquestra Académica Metropolitana, entrou em 1983 para o Conservatoire Nationale Supérieur de Musique de Paris, onde obteve o 1.º prémio de Direcção de Orquestra na classe de Jean-Sébastian Béreau. Estudou também com Franco Ferraris, Pierre Boulez e Vitaly Kataev. Frequentou uma série de masterclasses em Direcção de Orquestra durante a década de oitenta com maestros como Lorin Maazel ou Leonard Bernstein, entre outros. Dirigiu várias orquestras, tanto em França como no estrangeiro (Colonne, Lamoureux, Pays de la Loire, Potsdam Phillarmonie, Würtembergische Phillarmonie, Sinfónica de Oviedo). Em Portugal, foi Director Artístico da Orquestra Metropolitana de Lisboa durante a temporada 2003/2004, tendo também gravado um CD para a editora Naxos dedicado à obra de Vincent d’Indy.

O violoncelista Marco Pereira, solista na obra de Tchaikovsky, é chefe de naipe da Orquestra Gulbenkian desde 2015. Vencedor da edição de 2003 do Prémio Jovens Músicos, tem vindo a consolidar uma carreira internacional, nomeadamente através do Quarteto de Cordas de Matosinhos, actuando em prestigiadas salas de concerto, como o Barbican Centre (Londres), o Concertgwbouw de Amesterdão, ou o Musikverein de Viena.

O bilhete para o concerto tem um custo de 10 euros (mais informações no sítio da Câmara Municipal de Évora).

Sobre o autor

Natural dos Açores, é doutorando em Musicologia na Universidade de Évora, Mestre em Ciências Musicais pela FCSH-NOVA e Licenciado em Musicologia pela Universidade de Évora. É colaborador no Pólo de Évora do CESEM e no MPMP (edições mpmp e revista glosas) e consultor do atelier de conservação e restauro Acroarte. Entre 2011 e 2012 realizou o catálogo do fundo musical do Arquivo Capitular da Sé de Angra e, entre 2014 e 2015, foi bolseiro no projecto “Orfeus”, integrando actualmente o projecto "Música Sacra em Évora no Século XVIII". Em 2012 fundou o Ensemble da Sé de Angra, em 2013 o Ensemble Eborensis com quem gravou um CD. O seu trabalho centra-se na polifonia vocal portuguesa dos séculos XVI e XVII (Sé de Évora) e a música no arquipélago dos Açores desde o povoamento até ao final do século XIX.

Deixe um comentário

O seu endereço de correio electrónico não será publicado.