O Ensemble de Sopros da Orquestra Académica Portuguesa irá apresentar-se no próximo dia 4 de Março, pelas 21h30, na Casa dos Açores em Lisboa, num concerto de entrada livre promovido por esta instituição, com o patrocínio do Governo Regional dos Açores.

O grupo irá interpretar a Overture für Harmoniemusik Op. 24 de Felix Mendelsshohn-Bartholdy, a Petite Symphonie de Charles Gounod e Pedro e o Lobo Op. 67 de Sergei Prokofiev, seguindo a versão para quinteto de sopros e narrador.

A Orquestra Académica Portuguesa foi criada em 2014 com o intuito de dar oportunidade a todos os que toquem, profissionalmente ou não, de usufruir do gosto de tocar em conjunto, num ambiente académico. A orquestra amadora, de nível superior, trabalha um repertório variado, abrangendo tanto compositores clássicos como artistas contemporâneos do universo pop. Actualmente, este agrupamento desenvolve actividade em Lisboa e no Porto. Para além da orquestra, também possui um quarteto de cordas e um quinteto de sopros de madeiras, que irá apresentar numa formação alargada na Casa dos Açores em Lisboa.

A Casa dos Açores em Lisboa, com sede na Rua dos Navegantes, 21, foi fundada a 27 de Março de 1927. Foi a primeira das actuais treze Casas dos Açores distribuídas pelo continente português, Brasil, Estados Unidos da América e Canadá. O projecto desta instituição iniciou-se em 1925, com a criação de uma comissão encarregada de dirigir os estatutos. Em 1927 nascia o Grémio dos Açores que, por decreto de 12 de Abril de 1928, era reconhecido pelo Governo Português como instituição de Utilidade Pública. O nome foi alterado para “Casa dos Açores” em 1938, no seguimento de uma imposição legal que reservava a designação de “grémio” só para organismos cooperativos do Estado. Em 1989, a Casa dos Açores em Lisboa foi condecorada pelo Presidente da República Mário Soares com a Ordem do Infante D. Henrique.

Sobre o autor

Natural dos Açores, é doutorando em Musicologia na Universidade de Évora, Mestre em Ciências Musicais pela FCSH-NOVA e Licenciado em Musicologia pela Universidade de Évora. É colaborador no Pólo de Évora do CESEM e no MPMP (edições mpmp e revista glosas) e consultor do atelier de conservação e restauro Acroarte. Entre 2011 e 2012 realizou o catálogo do fundo musical do Arquivo Capitular da Sé de Angra e, entre 2014 e 2015, foi bolseiro no projecto “Orfeus”, integrando actualmente o projecto "Música Sacra em Évora no Século XVIII". Em 2012 fundou o Ensemble da Sé de Angra, em 2013 o Ensemble Eborensis com quem gravou um CD. O seu trabalho centra-se na polifonia vocal portuguesa dos séculos XVI e XVII (Sé de Évora) e a música no arquipélago dos Açores desde o povoamento até ao final do século XIX.

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