Foi inaugurada no passado dia 8 de Outubro a exposição “Tanger de mui folgar | Instrumentos de Música Antiga dos séculos XVI a XVIII” no Museu de Évora. Como o título sugere, esta exposição tem como objectivo principal “revelar a riqueza, complexidade e, muitas vezes, a dimensão estética dos instrumentos musicais”. Os espécimes apresentados terão sido construídos ou estariam em voga durante o período moderno, isto é, entre o final do século XVI e o século XVIII.

Esta exposição foi organizada pela Direcção Regional de Cultura do Alentejo em parceria com o Museu de Évora e o Museu da Música. Contou também com o apoio do Museu dos Coches. Poderá visitada até ao dia 8 de Dezembro, dentro do horário de funcionamento do Museu de Évora.

Recorde-se que esta é já a segunda exposição de temática musical organizada pela Direcção Regional de Cultura do Alentejo, tendo sido a primeira exposição (dedicada aos livros de cantochão do mosteiro da Cartuxa de Évora) inaugurada precisamente no dia 1 de Outubro e podendo ainda ser visitada até ao final da próxima semana.

Sobre o autor

Natural dos Açores, é doutorando em Musicologia na Universidade de Évora, Mestre em Ciências Musicais pela FCSH-NOVA e Licenciado em Musicologia pela Universidade de Évora. É colaborador no Pólo de Évora do CESEM e no MPMP (edições mpmp e revista glosas) e consultor do atelier de conservação e restauro Acroarte. Entre 2011 e 2012 realizou o catálogo do fundo musical do Arquivo Capitular da Sé de Angra e, entre 2014 e 2015, foi bolseiro no projecto “Orfeus”, integrando actualmente o projecto "Música Sacra em Évora no Século XVIII". Em 2012 fundou o Ensemble da Sé de Angra, em 2013 o Ensemble Eborensis com quem gravou um CD. O seu trabalho centra-se na polifonia vocal portuguesa dos séculos XVI e XVII (Sé de Évora) e a música no arquipélago dos Açores desde o povoamento até ao final do século XIX.

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