No próximo dia 15 de Março, pelas 18h00, irá realizar-se um recital de música de câmara na igreja do Convento dos Remédios em Évora, sede da Associação Musical de Évora – Eborae Musica.

O programa, com o título Grandes obras de música de câmara, é composto por três trios para clarinete violoncelo e piano: o Trio em lá menor op. 114 de Johannes Brahms, o Trio de Nino Rota e o Trio em ré menor op. 120 de Gabriel Fauré, originalmente para violino, violoncelo e piano, que irá ser apresentado na sua versão para clarinete. Os intérpretes serão Bruno Nogueira (clarinete), Tiago Ribeiro (violoncelo) e António Cebola (piano) em mais uma parceria entre os solistas da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras e a Associação Musical de Évora – Eborae Musica.

Bruno Nogueira, natural de Cascais, estudou na Escola de Música do Conservatório Nacional, concluindo o curso de Clarinete na classe do professor Rui Martins. Concluiu o curso de Clarinete na Escola Superior de Música de Lisboa com 18 valores, na classe do professor Manuel Jerónimo. Participou em vários cursos de aperfeiçoamento com professores como Guy Deplus, Alain Damiens, Paul Meyer, Karl Leister, Lorenzo Coppola, Antony Pay e Walter Boykens, entre outros. Em 2004 foi premiado no concurso de clarinete ‘Costa Azul’ com o 3.º prémio e em 2007 obteve o 2.º prémio clarinete classe superior no concurso ‘José Augusto Alegria’. Em 2011 foi agraciado com uma referência elogiosa por parte do ex-presidente da República Dr. Jorge Sampaio. Em 2005 ingressou na Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana, onde ocupa o cargo de clarinete solista. Colaborou com diversas orquestras, destacando-se a Orquestra de Câmara Portuguesa, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras e Orquestra de Clarinetes de Almada.

Tiago Ribeiro iniciou os estudos musicais com seu pai, ingressando mais tarde na Academia de Música de Santa Cecília, na classe do professor Celso de Carvalho, estudando ainda com o professor Levon Mouradian. Prosseguiu os estudos com o professor Luís Sá Pessoa, concluindo o Curso Complementar de Violoncelo. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian de 1993 a 1997. Em 1997 ingressou na Escola Superior de Musica de Lisboa, onde concluiu a Licenciatura na classe da professora Clélia Vital. Frequentou masterclasses de violoncelo com Clélia Vital, Josephine Knight e de orquestra com Bertrand Broudier. Tem colaborado com várias orquestras entre as quais a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Sinfonietta de Lisboa, Orquestra do Baixo Alentejo, Orquestra de Câmara de Braga, Orquestra Clássica do Algarve e Orquestra Juvenil Cidade de Évora.

António Cebola iniciou os seus estudos de piano com Eurico Rosado no Instituto Gregoriano de Lisboa. Em 2008 concluiu a Licenciatura em piano na Escola Superior de Música de Lisboa na classe do professor Jorge Moyano. Concluiu o mestrado em piano na Universidade de Évora, na classe do professor António Rosado. Participou em masterclasses de Fausto Neves, António Rosado, Jurgis Karnavicius, Jörg Demus, Paul Badura-Skoda, Sequeira Costa e Konstantin Scherbakov, entre outros. Actuou, como solista, com a Orquestra do Algarve, sob a direcção de Osvaldo Ferreira, e a Orquestra de Sopros da Escola Superior de Música de Lisboa, sob a direcção de Alberto Roque. Em 2006 obteve o 2.º prémio ex-aequo na categoria de menores de 21 anos no XIII Concurso Internacional de Piano Maria Campina.

Sobre o autor

Natural dos Açores, é doutorando em Musicologia na Universidade de Évora, Mestre em Ciências Musicais pela FCSH-NOVA e Licenciado em Musicologia pela Universidade de Évora. É colaborador no Pólo de Évora do CESEM e no MPMP (edições mpmp e revista glosas) e consultor do atelier de conservação e restauro Acroarte. Entre 2011 e 2012 realizou o catálogo do fundo musical do Arquivo Capitular da Sé de Angra e, entre 2014 e 2015, foi bolseiro no projecto “Orfeus”, integrando actualmente o projecto "Música Sacra em Évora no Século XVIII". Em 2012 fundou o Ensemble da Sé de Angra, em 2013 o Ensemble Eborensis com quem gravou um CD. O seu trabalho centra-se na polifonia vocal portuguesa dos séculos XVI e XVII (Sé de Évora) e a música no arquipélago dos Açores desde o povoamento até ao final do século XIX.

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