Para o início de um novo ano, a Orquestra de Sopros da Universidade de Aveiro propõe um programa inteiramente dedicado a música de autores portugueses contemporâneos, composta especificamente para agrupamento de sopros. Os dois concertos decorrem no Auditório do Conservatório de Música de Coimbra, às 18h do dia 7 de Janeiro, e no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, à mesma hora do dia 8 de Janeiro.

Sob a direcção de Luís Carvalho, a orquestra interpretará A vida é nossa, de Gonçalo Gato (n. 1979), Sofomania in Senatus (para saxofone tenor, Akai e orquestra de sopros) de Hugo Correia (n. 1977), Sinfonieta n.º 1 de Alexandre Almeida (n. 1985) e Fantastic Variations, do próprio maestro Luís Carvalho (n. 1974), que aqui revela também o seu trabalho de compositor.

Sofomania in Senatus conta com a participação do saxofonista Henrique Portovedo e será estreada mundialmente no concerto de 7 de Janeiro. As restantes peças já foram anteriormente interpretadas ao vivo. A vida é nossa foi estreada a Fevereiro de 2014 na Casa da Música, no Porto, no âmbito do II Concurso Nacional de Composição da Banda Sinfónica Portuguesa. Em Julho passado a obra Sinfonieta n.º 1 foi executada no concerto da Orquestra de Sopros do Conservatório de Música de Jobra, em Albergaria-a-Velha, e também no concerto de encerramento do I Estágio “Músicos da nossa terra” em Estarreja. Fantastic Variations, gravada pela Banda Sinfónica Portuguesa para a etiqueta Afinaudi e regularmente tocada em concertos em Portugal e em Espanha, será executada em breve num outro concerto, desta vez em Caracas, na Venezuela, pela Banda Sinfónica Juvenil Simón Bolivar, dirigida por António Saiote.

Os concertos da Orquestra de Sopros da Universidade de Aveiro constituem, assim, uma oportunidade para conhecer um pouco do panorama da música nacional que se produz actualmente.

 

Sobre o autor

Mariana Calado

Mariana Calado encontra-se a realizar o Doutoramento em Ciências Musicais Históricas focando o projecto de investigação no estudo de aspectos dos discursos e das sociabilidades que caracterizam a crítica musical da imprensa periódica de Lisboa entre os finais da I República e o estabelecimento do Estado Novo (1919-1945). Terminou o Mestrado em Musicologia na FCSH/NOVA em 2011 com a apresentação da dissertação "Francine Benoît e a cultura musical em Portugal: estudo das críticas e crónicas publicadas entre 1920's e 1950". É membro do SociMus – Grupo de Estudos Avançados em Sociologia da Música, NEGEM – Núcleo de Estudos em Género e Música e do NEMI – Núcleo de Estudos em Música na Imprensa, do CESEM. É bolseira de Doutoramento da FCT.

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