Teve início no passado dia 24 de Abril o IV Encontro de Música ‘Tradição e Raízes do Som’, que decorrerá até ao próximo dia 2 de Maio nas cidades de Évora, Beja e Portalegre. Organizado pela SOIR Joaquim António de Aguiar e pela Lua aos Quadradinhos – Associação Cultural, em parceria com a associação Lendias d’Encantar, este projecto está ligado à arte e cultura tradicionais, com expressão nacional e participações internacionais, e resultou da necessidade de reflectir sobre o património cultural, contribuindo para um melhor conhecimento e salvaguarda da cultura de transmissão oral, assim como das raízes e tradições rurais, focando-se nas bases da identidade territorial e patrimonial.

A sessão de abertura do encontro teve lugar na Praça do Giraldo (Évora) no passado dia 24 de Abril com a apresentação do projecto ‘Pele e Fole’, seguindo-se a actuação dos grupos Aqui há Baile e Omiri. No dia 25 ocorreu no espaço da Associação do Imaginário a actuação do grupo Vozes do Imaginário e Nuno do Ó e Seiva. No Domingo à tarde realizou-se a arruada da Banda Filarmónica Grupo União e Recreio Azarujense pelas ruas de Évora. Ontem realizou-se um workshop intitulado ‘Sons da Tradição’ pela associação do Imaginário na Escola Básica do Rossio. No auditório Soror Mariana decorreu uma sessão de cinema com o documentário O cante alentejano é como eu, com a participação do realizador e do mestre Joaquim Soares. O workshop ‘Sons da Tradição’ repete-se hoje, dia 28, na Escola Básica do Rossio. Pelas 22h00 a SOIR Joaquim António de Aguiar acolhe o projecto ‘Há Lobos sem ser na serra – cantares do sul e da utopia’ em torno do cante alentejano, criado para o festival.

Amanhã, dia 29, realiza-se pelas 22h00 na SOIR o espectáculo ‘Sons do Vagar’, projecto da associação do Imaginário. A ‘Exposição de instrumentos musicais – sons da música’ terá a sessão de abertura marcada para o próximo dia 30, pelas 17h00, no espaço da Fundação INATEL, estando aberta nos dias 1 e 2 de Maio, das 15h00 às 18h00. No mesmo dia, pelas 22h00, actua o grupo Marafona na Praça do Sertório. No dia 1 de Maio, pelas 22h00, actuará o grupo Diabo a Sete na Praça do Sertório.

Na cidade de Beja o Encontro iniciou no passado dia 25 de Abril, com a actuação do grupo Recanto no espaço Os Infantes. Este local acolherá também no próximo dia 30 de Abril, pelas 22h00, o concerto com Sons do Vagar e no dia 2 de Maio, pelas 21h30, a sessão de cinema com o documentário O cante alentejano é como eu.

Em Portalegre o Encontro tem início amanhã, dia 29 de Abril com a projecção do documentário O cante alentejano é como eu pelas 21h30, no Teatro do Convento. No dia 30, pelas 22h00 irá actuar o grupo Recanto e no dia 2 de Maio, também pelas 22h00, o grupo Sons do Vagar.

Sobre o autor

Natural dos Açores, é doutorando em Musicologia na Universidade de Évora, Mestre em Ciências Musicais pela FCSH-NOVA e Licenciado em Musicologia pela Universidade de Évora. É colaborador no Pólo de Évora do CESEM e no MPMP (edições mpmp e revista glosas) e consultor do atelier de conservação e restauro Acroarte. Entre 2011 e 2012 realizou o catálogo do fundo musical do Arquivo Capitular da Sé de Angra e, entre 2014 e 2015, foi bolseiro no projecto “Orfeus”, integrando actualmente o projecto "Música Sacra em Évora no Século XVIII". Em 2012 fundou o Ensemble da Sé de Angra, em 2013 o Ensemble Eborensis com quem gravou um CD. O seu trabalho centra-se na polifonia vocal portuguesa dos séculos XVI e XVII (Sé de Évora) e a música no arquipélago dos Açores desde o povoamento até ao final do século XIX.

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