Durante o próximo mês de Setembro o compositor Jaime Reis realizará uma digressão europeia, passando pela Ucrânia, Holanda, Portugal e República Checa. Após a apresentação, no passado dia 14 de Agosto, da sua obra Sketch for Omniscience is a Collective — part IV, para percussão, por Nuno Aroso, na Coreia do Sul, Jaime Reis iniciará a sua digressão em Kiev, entre os dias 5 e 10 de Setembro, coordenando um workshop que se insere no festival Kyiv Contemporary Music Days, em parceria com o Festival Dias de Música Electroacústica. Este workshop, em que os participantes assistirão a aulas individuais com Jaime Reis, tem como objectivo reunir alunos interessados em música electroacústica de diferentes proveniências, permitindo-lhes que apresentem obras novas, compostas no contexto do evento, num concerto final.

Entre os dias 12 e 16 de Setembro, a International Computer Music Conferencen(ICMC) de Utrecht, na Holanda, contará também com a presença do compositor português, que irá apresentar a sua obra Jeux de l’Espace e realizar uma conferência sobre as novas dimensões da espacialização sonora, tema que Jaime Reis tem abordado recentemente, também enquanto professor.

Em Portugal, nos dias 16 e 17 de Setembro, realizar-se-á, em Vila do Conde, o 4.º Festival Internacional de Jovens Compositores, organizado pela Miso Music, evento que englobará a apresentação de Sangue Inverso, do compositor, juntamente com uma conferência do mesmo sobre a obra.

A digressão de Jaime Reis terminará na República Checa, em Praga, onde se realizará, entre os dias 20 e 25 de Setembro, The European Double Bass Congress — BASS2016 PRAGUE. Neste congresso, Jaime Reis apresentará, juntamente com o Duo Contracello, uma nova versão da sua obra Fluxus, Drag, num recital especialmente dedicado a compositores portugueses e espanhóis contemporâneos.

Jaime Reis é também professor na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco e doutorando em Ciências Musicais na Universidade Nova de Lisboa. Destacado pela Universidade de Aveiro com duas bolsas de mérito e com a bolsa da Fundação Engenheiro António de Almeida, o compositor trabalhou com Emmanuel Nunes, frequentou os cursos de Verão de Stockhausen e já apresentou muitas das suas obras em Portugal e no estrangeiro.

Sobre o autor

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Isabel Pina é doutoranda e bolseira de doutoramento em Ciências Musicais Históricas na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, interessando-se principalmente pelo estudo da história da música em Portugal nos séculos XIX e XX, música e ideologia, nacionalismo, análise e semiótica musical, e imprensa e crítica musical. Concluiu o mestrado em Ciências Musicais tendo apresentado a dissertação “Neoclassicismo, nacionalismo e latinidade em Luís de Freitas Branco, entre as décadas de 1910 e 1930”. É actualmente voluntária na Biblioteca Nacional de Portugal, tendo estagiado no Museu da Música. Enquanto colaboradora do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM), é membro do Grupo de Teoria Crítica e Comunicação, do SociMus (Grupo de Estudos Avançados em Sociologia da Música), e co-fundadora do Núcleo de Estudos em Música da Imprensa.

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