Na próxima quinta-feira, dia 5 de Junho, pelas 21 horas e 30 minutos, o Salão Nobre da Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa, receberá o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa para o segundo concerto em memória de Jorge Peixinho, inserido nas comemorações dos 75 anos do nascimento do compositor.

Com direcção de João Paulo Santos, o concerto de homenagem irá retratar as diferentes fases da produção de Jorge Peixinho, com a apresentação de Coração Habitado, datada de 1966, Remake, de 1985, sobre o Estudo II para piano, e Mediterrânea, obra de 1991 que apenas fora apresentada duas vezes no ano da sua composição, no Festival de Alicante e na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa.

Serão também apresentadas obras de compositores que, de algum modo, estiveram próximos de Jorge Peixinho, fazendo parte do programa Hommage-Mémoires de Clotilde Rosa e Keep Invention in a noted weed, de Isabel Soveral, peça encomendada à compositora pelo Grupo de Música Contemporânea de Lisboa.

Fólio III de Alfredo Teixeira e uma peça, ainda a anunciar, de Eduardo Luís Patriarca, também como homenagem a Jorge Peixinho, foram especialmente compostas para este concerto.

Este concerto surge na continuação das comemorações já iniciadas a 20 de Maio de 2015, no Auditório da Escola Superior de Música de Lisboa, onde tiveram lugar uma conferência sobre “Introdução à música electroacústica de Jorge Peixinho”, proferida pelo compositor Jaime Reis, e um concerto comentado por João Madureira com as obras The Missing Miss, Estudo II e Remake de Jorge Peixinho.

Sobre o autor

Isabel Pina

Isabel Pina é doutoranda e bolseira de doutoramento em Ciências Musicais Históricas na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, interessando-se principalmente pelo estudo da história da música em Portugal nos séculos XIX e XX, música e ideologia, nacionalismo, análise e semiótica musical, e imprensa e crítica musical. Concluiu o mestrado em Ciências Musicais tendo apresentado a dissertação “Neoclassicismo, nacionalismo e latinidade em Luís de Freitas Branco, entre as décadas de 1910 e 1930”. É actualmente voluntária na Biblioteca Nacional de Portugal, tendo estagiado no Museu da Música. Enquanto colaboradora do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM), é membro do Grupo de Teoria Crítica e Comunicação, do SociMus (Grupo de Estudos Avançados em Sociologia da Música), e co-fundadora do Núcleo de Estudos em Música da Imprensa.

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