No próximo dia 29 de Março, terça-feira, pelas 18 horas e 30 minutos, no Salão Nobre do Tribunal da Relação de Lisboa, terá lugar o lançamento do livro Ressuscitar a Ópera do Tejo —  Desvendar do Mito, por Alline Gallasch-Hall de Beuvink. O livro, editado pela Editora Caleidoscópio, será apresentado por Mário Vieira de Carvalho, musicólogo e professor catedrático de Sociologia da Música na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, numa sessão presidida por Luís Vaz das Neves, Juiz Desembargador e Presidente do Tribunal da Relação de Lisboa.

O livro surge como resultado de uma investigação levada a cabo pela autora no âmbito do seu doutoramento em História, realizado em 2012, na Universidade de Évora, com orientação de Fátima Nunes e de Rui Vieira Nery. A tese, com o título “A cenografia e a ópera em Portugal no século XVIII: teatros régios, 1750-1793”, centra-se no estudo dos reinados de D. José e de D. Maria I até à fundação do Teatro de São Carlos, em Lisboa, sendo a continuação do seu percurso de Mestrado e Licenciatura em História e Cultura Pré-Clássica e História da Arte, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo-se dedicado, na sua dissertação de mestrado, ao tema das influências egípcias ou egipcizantes na ópera A flauta mágica de Wolfgang Amadeus Mozart. Aline Gallasch-Hall de Beuvink é também ex-deputada da Assembleia Municipal de Lisboa pelo Partido Popular Monárquico (PPM), presidente da direcção da Associação de Defesa do Património de Lisboa, membro da Comissão Política Nacional do Partido Popular Monárquico e membro da Direcção Nacional da Casa Real.

A sessão de lançamento da sua nova obra será pontuada com uma apresentação musical pela meio-soprano Larissa Savchenko, professora de canto e  diplomada em canto pelo Conservatório Nacional de Kiev, e pelo violinista da Orquestra Sinfónica de Lisboa Laurentiu Ivan-Coca, seguindo-se um beberete.

 

Sobre o autor

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Isabel Pina é doutoranda e bolseira de doutoramento em Ciências Musicais Históricas na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, interessando-se principalmente pelo estudo da história da música em Portugal nos séculos XIX e XX, música e ideologia, nacionalismo, análise e semiótica musical, e imprensa e crítica musical. Concluiu o mestrado em Ciências Musicais tendo apresentado a dissertação “Neoclassicismo, nacionalismo e latinidade em Luís de Freitas Branco, entre as décadas de 1910 e 1930”. É actualmente voluntária na Biblioteca Nacional de Portugal, tendo estagiado no Museu da Música. Enquanto colaboradora do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM), é membro do Grupo de Teoria Crítica e Comunicação, do SociMus (Grupo de Estudos Avançados em Sociologia da Música), e co-fundadora do Núcleo de Estudos em Música da Imprensa.