No próximo dia 4 de Março, pelas 21h00, irá realizar-se o concerto inaugural do recém-restaurado órgão da Igreja de Nossa Senhora da Assunção, antiga Sé de Elvas. Organizado pela Câmara Municipal de Elvas, Direcção Regional de Cultura do Alentejo e Fábrica da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Assunção, haverá uma apresentação introdutória por Rui Vieira Nery, seguindo-se o recital pelo organista João Vaz. Estará presente o Arcebispo de Évora, D. José Alves, e a directora Regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira.

Este concerto encerra o longo processo de restauro do órgão, que se arrasta há mais de uma década. Os trabalhos foram reiniciados em 9 de Março de 2015 com o restauro da caixa, seguindo-se o restauro e a montagem da mecânica do instrumento que terminou no início de Fevereiro último. A obra de restauro, projecto da Fábrica da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Assunção e Câmara Municipal de Elvas, num investimento de 150 mil euros, foi financiada através de um contrato de financiamento a projectos de património cultural (Conservação e Restauro de órgãos históricos) promovido pela autoridade de gestão do INALENTEJO, e que incluiu o restauro da caixa, assim como o tratamento da superfície da estrutura, que apresentava lacunas e peças muito danificadas, e das disjunções, para que o instrumento regressasse à sua funcionalidade total.

A Igreja de Nossa Senhora da Assunção foi Sé entre 1570 e 1881, tendo sido o órgão construído em 1762 pelo organeiro italiano activo na região de Évora Pascoal Caetano Oldovini. Este instrumento, assim como toda a obra de talha dourada que o encerra integrou as inúmeras modificações estilísticas que ocorreram na igreja durante o século XVIII, em particular durante o bispado de D. Lourenço de Lencastre (1759-1780), com a realização de vários altares em mármore de Estremoz, destacando-se o da capela-mor, da autoria de José Francisco de Abreu.

Sobre o autor

Natural dos Açores, é doutorando em Musicologia na Universidade de Évora, Mestre em Ciências Musicais pela FCSH-NOVA e Licenciado em Musicologia pela Universidade de Évora. É colaborador no Pólo de Évora do CESEM e no MPMP (edições mpmp e revista glosas) e consultor do atelier de conservação e restauro Acroarte. Entre 2011 e 2012 realizou o catálogo do fundo musical do Arquivo Capitular da Sé de Angra e, entre 2014 e 2015, foi bolseiro no projecto “Orfeus”, integrando actualmente o projecto "Música Sacra em Évora no Século XVIII". Em 2012 fundou o Ensemble da Sé de Angra, em 2013 o Ensemble Eborensis com quem gravou um CD. O seu trabalho centra-se na polifonia vocal portuguesa dos séculos XVI e XVII (Sé de Évora) e a música no arquipélago dos Açores desde o povoamento até ao final do século XIX.

2 Responses

  1. Max Evangelista de ALmeida e Conceição

    Gajo, onde está a foto do referido órgão?

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