A Orquestra Clássica do Sul, sob a direcção maestro titular Rui Pinheiro, apresentou-se, no passado dia 1 de Abril, no Teatro das Figuras em Faro em mais um concerto da sua programação regular para 2015. O programa, intitulado “Música Barroca”, incluiu três partes da Entrée: Les Sauvages, quarta parte de Les Indes Galantes de Jean-Philippe Rameau; a versão orquestral de Le Tombeau de Couperin de Maurice Ravel, terminando com a primeira suíte HWV 348 de Water Music de Georg F. Händel. O mês de Abril foi preenchido com mais nove concertos pela orquestra e as suas formações de câmara, maioritariamente na região do Algarve. No dia 8 de Abril, o Auditório Municipal de Albufeira recebeu, pelas 21h30, um concerto do cliclo “Clássicos Light” em que o maestro John Avery dirigiu a orquestra num programa composto por obras de Leroy Anderson, Lionel Monckton, Armstrong Gibbs e Arthur Sullivan, entre outros compositores. No dia 10 de Abril, A Quinta dos Vales (Estômbar) recebeu pelas 16h00 um concerto no âmbito da iniciativa “Porta Aberta”, integrado na programação de música de câmara. O agrupamento interpretou um programa intitulado “Serenata Francesa”, com o Quarteto com flauta n.º 3 em dó maior D. 386 de Ignaz Pleyel, a Serenata para flauta e cordas Op. 25 de Paul Wailly e a Suíte em estilo antigo Op. 24 de Vincent d’Indy. A semana terminou com dois concertos incluídos no ciclo “Concertos Pedagógicos”, com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos, reservados à comunidade escolar. O maestro Rui Pinheiro dirigiu a orquestra com os solistas Alexandra Moita (trompete, Conservatório Regional de Évora — Eborae Musica) e Mariana Lopes (violino, Conservatório de Música de Olhão), a 13 de Abril, pelas 10h30, no Teatro das Figuras (Faro) e no dia seguinte, pelas 15h00, no Centro Cultural de Redondo.

No dia 17 de Abril, pelas 12h00, realiza-se mais um concerto do ciclo “Concertos Promenade” , patrocinados pela Caixa Geral de Depósitos, que na edição de 2016 têm como tema “Era uma vez… Portugal”. O concerto, que terá lugar no Teatro Municipal de Faro, intitula-se “A Actualidade”, sendo o programa composto por música de John Avery, que será dirigida pelo maestro titular Rui Pinheiro, com apresentação de Jorge Serafim.

O ciclo de música de câmara “Clássica na Santa Casa” contará com dois concertos durante o mês de Abril. O programa, intitulado “Sopros de Modernidade”, inclui Humoresque de Alexander von Zemlinsky, o Quinteto de sopros de Frederico de Freitas, a Suíte para quinteto de sopros Op. 57 de Charles Lefebvre e Três peças breves de Jacques Ibert. O primeiro destes concertos terá lugar a 21 de Abril, pelas 19h00, no Pavilhão Multiusos “Provedor João Tavares” da Santa Casa de Misericórdia de Portimão. O segundo concerto, agendado para 29 de Abril, também às 19h00, terá lugar no Salão Nobre da Santa Casa da Misericórdia de Faro.

O ciclo de concertos “Loulé Clássico”, na edição de 2016, dedicado aos “Grandes Concertos Românticos”, contará com mais uma actuação, a 22 de Abril, pelas 21h30, no Cineteatro Louletano. A orquestra será dirigida pelo maestro titular, tendo como solista António Saiote (clarinete). O programa inclui a abertura para L’Italiana in Algeri de Gioacchino Rossini, o Concerto para clarinete e orquestra n.º 2 em mi bemol maior Op. 74 de Carl Maria von Weber, terminando com a Sinfonia n.º 4 em si bemol maior Op. 60 de Ludwig van Beethoven.

Está ainda programado um concerto para 23 de Abril, pelas 17h00, integrado no ciclo de música de câmara no âmbito da entrega do Prémio Nacional de Poesia, que decorrerá na Biblioteca Municipal de Faro. O quinteto de sopros interpretará o programa intitulado “Sopros de Modernidade”.

Sobre o autor

Natural dos Açores, é doutorando em Musicologia na Universidade de Évora, Mestre em Ciências Musicais pela FCSH-NOVA e Licenciado em Musicologia pela Universidade de Évora. É colaborador no Pólo de Évora do CESEM e no MPMP (edições mpmp e revista glosas) e consultor do atelier de conservação e restauro Acroarte. Entre 2011 e 2012 realizou o catálogo do fundo musical do Arquivo Capitular da Sé de Angra e, entre 2014 e 2015, foi bolseiro no projecto “Orfeus”, integrando actualmente o projecto "Música Sacra em Évora no Século XVIII". Em 2012 fundou o Ensemble da Sé de Angra, em 2013 o Ensemble Eborensis com quem gravou um CD. O seu trabalho centra-se na polifonia vocal portuguesa dos séculos XVI e XVII (Sé de Évora) e a música no arquipélago dos Açores desde o povoamento até ao final do século XIX.

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