O Teatro Micaelense irá receber no próximo dia 6 de Março pelas 17h00 a viola de dois corações, com a actuação da Orquestra de Violas da Terra da Ilha de São Miguel, dirigida por Rafael Carvalho. Este espectáculo integra a programação “Criadores Regionais” 2016/2017, numa produção do Teatro Micaelense e Associação de Juventude Viola da Terra, culminando o estágio realizado por esta associação.

O programa, apesar de não divulgado detalhadamente, foi anunciado como “contendo novamente algumas surpresas” assim como “algum repertório novo”, incluindo temas do cancioneiro popular açoriano. A orquestra, composta por cerca de cinquenta elementos, oriundos de várias localidades da ilha de S. Miguel, pertencentes a Escolas de Violas, Grupos Folclóricos, Grupos de Cantares ou executantes do instrumento, irá contar, como nos anos anteriores, com vários convidados. São estes Ana Medeiros (voz), Carolina Constância (violino), Gianna de Toni (contrabaixo) Lázaro Raposo (percussão) e Sílvia Oliveira (flauta), a fim de, nas palavras do director do grupo, “criar um espectáculo dinâmico e diversificado”.

A Orquestra de Violas da Terra da Ilha de São Miguel foi fundada em 2011, no âmbito do III Dia da Viola da Terra. O grupo apresentou-se pela primeira vez no Teatro Micaelense em 2012 com trinta e dois tocadores de viola, com idades compreendidas entre os 7 e os 66 anos. Em 2013, contou com quarenta e dois músicos inscritos. Desde a sua fundação, a orquestra tem acolhido tocadores de escolas de violas, grupos folclóricos, grupos de cantares ou executantes individuais como forma de convívio e partilha de saberes entre gerações, mas também como meio de preservação e divulgação do instrumento assim como das várias formas de o interpretar.

Os bilhetes têm um preço-base de 7,50 euros e podem ser adquiridos na bilheteira do Teatro Micaelense ou em bilheteira em linha. Mais informações em Teatro Micaelense.

Sobre o autor

Natural dos Açores, é doutorando em Musicologia na Universidade de Évora, Mestre em Ciências Musicais pela FCSH-NOVA e Licenciado em Musicologia pela Universidade de Évora. É colaborador no Pólo de Évora do CESEM e no MPMP (edições mpmp e revista glosas) e consultor do atelier de conservação e restauro Acroarte. Entre 2011 e 2012 realizou o catálogo do fundo musical do Arquivo Capitular da Sé de Angra e, entre 2014 e 2015, foi bolseiro no projecto “Orfeus”, integrando actualmente o projecto "Música Sacra em Évora no Século XVIII". Em 2012 fundou o Ensemble da Sé de Angra, em 2013 o Ensemble Eborensis com quem gravou um CD. O seu trabalho centra-se na polifonia vocal portuguesa dos séculos XVI e XVII (Sé de Évora) e a música no arquipélago dos Açores desde o povoamento até ao final do século XIX.

Deixe um comentário

O seu endereço de correio electrónico não será publicado.