A  oferta de espectáculos no Portugal de Setecentos caracteriza-se pela abundância e diversidade. As praças das cidades, os teatros, públicos e régios e os salões particulares acolhem os mais variados géneros, desde o operático ao declamado, passando pelo pirotécnico e o tauromáquico, enquanto os empresários dos teatros acompanham o gosto das cortes europeias, contratando cómicos, cantores e bailarinos. O colóquio internacional ‘Touros, tragédias, bailes e comédias: espectáculos e divertimentos em Portugal no século XVIII’, promovido pelo Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que terá lugar nesta faculdade nos dias 21 e 22 de Maio, pretende divulgar os estudos mais recentes e incentivar a continuidade das pesquisas sobre uma época determinante no percurso evolutivo das artes do espectáculo.

A programação é variada, conta com a participação de investigadores não só da área do Teatro, mas também da Musicologia (como Manuel Carlos de Brito, David Cranmer, entre outros), e inclui a apresentação do projecto do Centro de Estudos de Teatro ‘Textos proibidos e censurados do teatro português do século XVIII’ (co-financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian).

 

O Colóquio encerra no dia 22 de Maio às 18h  com o recital “Noites de ópera do séc. XVIII”, um concerto semi-encenado com árias de ópera do universo português setecentista, interpretadas por Tânia Valente (soprano), Diogo Oliveira (barítono) e José Carlos Araújo (cravo).  O local do concerto será a Sala dos Actos da Faculdade de Letras.

Programação completa aqui: http://tourosecomedias.wix.com/bailes-e-tragedias .

Sobre o autor

Tânia Valente

Doutorada em Música e Musicologia (ramo de Interpretação) pela Universidade de Évora, é actualmente investigadora do Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Iniciou os seus estudos musicais no Instituto Gregoriano de Lisboa. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas: Estudos Ingleses e Alemães (FLUL) e em Canto (ESML). Posteriormente obteve o grau de LGSM (Licenciate by the Guildhall School of Music and Drama) através do Trinity College. Como cantora de ópera, foi “Fanny” em 'O Tanoeiro' de Thomas Cooper (Teatro da Trindade), “2.ª Dama” na 'Flauta Mágica' de Mozart e “Sebastiana”, numa versão portuguesa da sua autoria da ópera 'Bastien und Bastienne' de Mozart. Para além de se apresentar regularmente em recitais, é membro do Coro Gulbenkian.

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