Arrancou dia 23 de Julho (Sábado) o VI Ciclo de Música dos Capuchos, que ocupará este espaço com concertos e outros eventos artísticos durante quatro sábados seguidos (23 e 30 de Julho, 6 e 13 de Agosto, das 16h às 24h). Para este ano foi escolhida como temática central do ciclo a celebração da ‘mulher’ e do ‘feminino’ na concepção da obra musical. Assim, encontraremos em cada um dos concertos uma “celebração feminina”.

No dia 30 de Julho às 16h teremos “a mulher no sagrado”, no concerto “Celebração Mariana” pelo Ensemble Vocal Zezerearts dirigido por Brian Mckay. A “mulher inspiradora de paixões e êxtases artísticos” será o tema dos concertos “Por Amor de Clara Wieck”, num trio com piano, violino e violoncelo (30 de Julho, 18h) e em  “A Mulher em Poesia e Música”, com o Ensemble Vocal e Instrumental Zezerearts dirigido por Brian Mckay (30 de Julho, 22h). A “mulher rebelde” é sem dúvida o tema central de La Serva Padrona, pelo Ensemble Vocal Musicamera e os solistas Iria Perestrelo e José Corvelo (6 de Agosto, 22h).

No concerto “A Troca das Princesas” encontramos a mulher mecenas, referindo-se esta menção à princesa Maria Bárbara de Portugal, esposa de Filipe V de Espanha e discípula fiel de Domenico Scarlatti (6 de Agosto, 16h). A “mulher festiva” será por excelência o tema do concerto “Graças e Musas do Brasil” com a meio-soprano Juliana Mauger e o Quarteto Lopes-Graça (6 de Agosto, 19h), quarteto este que actuará uma hora antes no mesmo dia (18h) no concerto “A Donzela e a Morte”, onde a celebração do feminino estará na concepção da “mulher metafísica”.

Acrescentamos também como temas “a mulher compositora e intérprete” no concerto do Duo Contracello (“Viagens Toscanas nos Jardins Florentinos”, 23 de Julho, 18h) e “mulheres intérpretes” pelo Trio Lawson, que irá tocar obras numa formação muito particular e –infelizmente – de repertório escasso: canto, violino e piano (23 de Julho, 22h).

Destaque ainda para o concerto de abertura, “para famílias”, com o título “No tempo em que os instrumentos falavam” (23 de Julho, 16h), e para o concerto de encerramento com o Sonho de uma noite de Verão de Felix Mendelssohn, pela orquestra de Câmara de Almada e as vozes de Filipa Lopes e Ana Ferro.

Para miúdos e graúdos, as Histórias de En…contar acontecem no espaço do miradouro e, nos jardins, será possível adquirir uma refeição ligeira antes do grande concerto de cada uma das noites. Durante o dia, a partir da hora de abertura do Festival (16h) o público poderá fazer uma viagem iconográfica à “Mulher no Feminino e na Música” no espaço da loja. A encerrar cada jornada, propõe-se uma visita nocturna pelo convento que culmina com a iluminação cénica dos diversos espaços do jardim, possibilitando a descoberta da belíssima orla marítima da cidade de Almada.

No dia 23 de julho, pelas 21h, inaugura-se a instalação Pobreza Castidade Obediência, de Carlos Calado e desenhos de Catarina Cromeleque.

Aproveitando as férias e o bom tempo nas praias da Caparica, aqui fica esta sugestão de cultura e lazer, onde a entrada é livre (sujeita à lotação da sala)!

Sobre o autor

Tânia Valente

Doutorada em Música e Musicologia (ramo de Interpretação) pela Universidade de Évora, é actualmente investigadora do Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Iniciou os seus estudos musicais no Instituto Gregoriano de Lisboa. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas: Estudos Ingleses e Alemães (FLUL) e em Canto (ESML). Posteriormente obteve o grau de LGSM (Licenciate by the Guildhall School of Music and Drama) através do Trinity College. Como cantora de ópera, foi “Fanny” em 'O Tanoeiro' de Thomas Cooper (Teatro da Trindade), “2.ª Dama” na 'Flauta Mágica' de Mozart e “Sebastiana”, numa versão portuguesa da sua autoria da ópera 'Bastien und Bastienne' de Mozart. Para além de se apresentar regularmente em recitais, é membro do Coro Gulbenkian.

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