Decorre durante o mês de Novembro a oitava edição do Festival de Órgão de Faro, com a realização de concertos, workshops e palestras em torno do instrumento. O festival insere-se na comemoração dos 300 anos do órgão da Sé de Faro, sendo organizado pela associação cultural Música XXI em colaboração com a Direcção Regional de Cultura do Algarve e tendo como parceiros o Cabido da Sé de Faro e a Ordem Terceira do Carmo.

Dos concertos previstos, realizaram-se já na Sé de Faro o concerto de abertura do festival pelo organista João Vaz, a 7 de Novembro, e, no passado Sábado, o segundo concerto pelo organista brasileiro Marco Brescia. A Igreja do Carmo irá receber os restantes dois concertos do festival no dia 21 (ambos pelas 21h30), com concerto de órgão por Rute Martins, e no dia 28, com concerto de órgão e saxofone por Diogo Pombo e Nuno Miguel Silva.

O Festival conta também com várias acções de formação técnica e palestras em torno do órgão. No passado dia 7 de Novembro foi realizado um ateliê de afinação com o organeiro açoriano Dinarte Machado, que decorreu na Sé de Faro. Este templo acolheu no mesmo dia a sessão de lançamento de uma brochura sobre os 300 anos do órgão da Sé. No dia 8 de Novembro o organista João Vaz realizou um workshop sobre órgão na Sé e, no passado dia 14 de Novembro, realizou-se uma palestra com o organeiro Dinarte Machado e o organista Marco Brescia. No próximo dia 21 de Novembro realiza-se um ateliê de afinação com o organeiro António Simões, a ter lugar na Igreja do Carmo pelas 12h00.

Encontra-se ainda aberta ao público até ao dia 30 de Novembro uma exposição fotográfica sobre o órgão da Sé de Faro, que pode ser visitada nesta catedral durante o horário de abertura ao público.

Mais informações sobre o festival estão disponíveis na página Facebook da associação Música XXI.

Sobre o autor

Luís Henriques

Musicólogo açoriano, doutorando na Universidade de Évora, é mestre em Ciências Musicais (FCSH NOVA) e licenciado em Música (UÉvora). É investigador em formação no CESEM e membro do MPMP. Catalogou o arquivo musical da Sé de Angra, foi bolseiro no projeto ORFEUS e também investigador no projeto PASEV. Fundou e dirigiu o Ensemble da Sé de Angra e também o Ensemble Eborensis, com concertos nas ilhas dos Açores, Continente português e França. Os seus interesses de investigação centram-se na polifonia portuguesa seiscentista, especialmente no Alentejo, e a música nos Açores do século XV ao final do XIX.

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