Log in, live on: último dia para envio de propostas

A chamada para propostas para o colóquio internacionalLog in, live on: música e cibercultura na era da Internet of Things” encontrar-se-á aberta apenas até ao dia 30 do presente mês, procurando-se propostas no âmbito de temas variados, como os usos da música em conteúdos e processos audiovisuais digitais; dramaturgias e paisagens sonoras na economia simbólica da Internet of Things; a música na transformação ou reprodução de modelos de subjectividade e alteridade no cibermundo: cibercomunidades e cultura de fãs; a música na produção de valor simbólico e de representações; a mobilidade dos dispositivos que permitem uma escuta musical e o seu papel na construção do quotidiano; modos de circulação e partilha de materiais ou conteúdos audiovisuais em diversas plataformas; cultura internet; transformações de estatutos e perfis profissionais na música; entre outros.

Este encontro será realizado nos dias 7 e 8 de Outubro de 2016, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, sendo organizado pelo ainda recente CysMus, Núcleo de Estudos Avanços em Música e Cibercultura, pertencente ao SociMus, grupo de Estudos Avançados em Sociologia da Música, do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM). Procurando a inserção, no mundo da investigação em música e na musicologia, temas como os videojogos, a televisão, o cinema e outros media, o CysMustem como principal objectivo o estudo de perspectivas e metodologias da musicologia, sociologia e antropologia da música, game studies, estudos culturais, estudos digitais, media and communication studies, música e cinema, entre outros.

Indo ao encontro dos principais objectivos do núcleo de estudos, e sendo uma das principais linhas de acção a realização de iniciativas que fomentem a investigação e discussão sobre os temas mencionados, o presente colóquio procura reunir todos os interessados num evento que terá como objectivo a discussão de realidades nacionais e internacionais. As propostas deverão ser enviadas até ao próximo dia 30 (Sábado) para o endereço [email protected], devendo incluir-se resumo (200 palavras), nota biográfica (150 palavras), e cinco palavras-chave. Os resultados deverão ser divulgados até ao final do mês de Maio.

A 28.ª edição dos Dias de Música Electroacústica

Na sua 28.ª edição na Casa Municipal das Artes – Conservatório de Música de Seia, o festival Dias de Música Electroacústica (DME) decorre este fim-de-semana, 30 de Abril e 1 de Maio, com uma tertúlia e um concerto em cada um dos dias.

O Festival DME começa às 19h de sábado com uma tertúlia com os compositores Mehmet Can Özer e Jeff Treviño, e o violinista Ludovic Afonso, solista do Ensemble DME – Collegium Musicum.

Às 21h30, Afonso estreia obras de electrónica em tempo real de Özer e interpreta peças instrumentais e de electrónica de Treviño, compositor que inicia agora uma residência artística com o DME em Seia.

O segundo dia do festival contará com os improvisadores Abdul Moimême, fluente na improvisação livre do jazz e do rock e no uso experimental da guitarra eléctrica, assim como com João Neves, também guitarrista e vencedor da Startup Lisboa Momentum com a sua guitarra eléctrica Sensi Guitar. A tertúlia com Moimême e Neves será às 15h00 e o concerto às 17h00.

A primeira edição do festival DME realizou-se em 2003 em Cracóvia, na Polónia. Este festival foi criado pelo compositor Jaime Reis e Julia Chmielnik, e tem vindo a realizar-se várias vezes em Portugal e noutros países, nomeadamente Espanha, Brasil e Filipinas, num total de 46 edições, sempre com o intuito de promover a música electroacústica e servindo de plataforma para a criação de novas obras.

 

 

 

O Livro da Maria Frederica!

No próximo dia 30 de Abril será lançado O Livro da Maria Frederica, com música de Frederico de Freitas e ilustrações de Madalena Matoso / Planeta Tangerina. Este é o segundo livro-CD editado pelo MPMP, Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa, depois de Histórias da Música em Portugal, com texto de Mário João Alves, cuja segunda edição acaba de ser impressa.

A música de Frederico de Freitas é aqui interpretada por jovens alunos da Classe de Piano do Conservatório Nacional, onde foi gravado o CD e onde se realizará o concerto de lançamento.

O livro-CD pode já ser encomendado através da Loja MPMP.

 

 

V “Música, Teoria Crítica e Comunicação”

Entre o próximo dia 28 de Abril (Quinta-feira) e o dia 14 de Julho decorrerá o V Seminário “Música, Teoria Crítica e Comunicação”, promovido e organizado pelo Grupo de Teoria Crítica e Comunicação (GTCC) do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM) da Universidade Nova de Lisboa. À semelhança das quatro edições anteriormente organizadas, pretende-se com o MTCC, através da realização de exposições relativas às investigações dos membros e colaboradores do GTCC, fomentar um espaço de divulgação do trabalho académico, aberto à discussão entre investigadores e outros ouvintes.

Os temas das comunicações são, como nos seminários realizados nos anos anteriores, bastante diversificados, permitindo uma demonstração das várias investigações que, de momento, estão a ser levadas a cabo pelos investigadores e colaboradores do GTCC. De acordo com Paula Gomes Ribeiro, coordenadora do grupo, as temáticas, situadas entre os séculos XVI e a actualidade, “vão dos discursos e práticas de Luiz e Pedro de Freitas Branco, ou dos Bailados Verde Gaio, ao estudo da imprensa musical portuguesa, de abordagens iconográficas, sociológicas, estéticas e interartísticas a incidências políticas, culturais e ideológicas, das práticas musicais na corte da Rainha D. Catarina de Áustria às do campo de Aushwitz, da opereta à ópera, do repertório sinfónico ao camerístico, do heavy metal aos videojogos ou à stock music e à televisão”.

As sessões realizar-se-ão às quintas ou sextas-feiras, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, iniciando-se o ciclo do presente ano no dia 28 de Abril, entre as 16 e as 18 horas, com as comunicações de Edward Luiz Ayres d’Abreu (“Gil Vicente no século XX: contextos, causas e consequências de âmbito musical”) e Luzia Rocha (“A ópera de Pequim durante o período da ‘Revolução Cultural’ — os modelos de ópera vistos e observados a partir da colecção de fonogramas da Fundação Oriente”). Esta primeira sessão realizar-se-á na sala 0.06 do edifício I&D da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa e, tal como as restantes, terá entrada livre e será aberta a todos os interessados.

Consulte a programação aqui.

Óperas de Jocy de Oliveira em Ipanema

Nas primeiras três quartas-feiras do mês de Maio, o Oi Futuro de Ipanema acolherá a apresentação de três óperas multimédia da compositora brasileira Jocy de Oliveira, numa maratona que coroa a reposição das sessões Desmistificando a Música Contemporânea.

Partindo do seu livro Diálogo com Cartas, no qual compila mais de 120 peças de correspondência com alguns dos mais brilhantes compositores do século xx, Jocy de Oliveira concebeu Desmistificando a Música Contemporânea: uma série de sessões de performance e reflexão sobre as obras de Stravinsky, Cage, Stockhausen ou Messiaen, entre outros. Segundo a compositora, o facto de a história ser contada na primeira pessoa é “um poderoso veículo para levar ao público um diferente ângulo”, com “factos únicos e desconhecidos do público”, o que tem “despertado uma nova emoção e grande curiosidade” junto dos ouvintes, sejam eles iniciados ou jovens que contactam pela primeira vez esta música.

As óperas multimédia de Jocy de Oliveira transpõem para palco esta abordagem. Revisitando Stavinsky, de 2010, debruça-se sobre a relação entre Jocy e Igor, numa sucessão fluída de storytelling, cinema-documentário e música — a de Stravinsky e a de Oliveira sobre a de Stravinsky — que salta entre o palco e o ecrã. Berio sem censura, a mais recente das três (2012), relembra o italiano como Jocy o conheceu, apoiando-se na memória das colaborações que partilharam e das cartas que trocaram. Já Kseni — A Estrangeira é uma obra autónoma anterior às outras duas (2003-06). Encomenda dos Dresdner Tage der Zeitgenosischen Musik, a ópera parte do mito de Medeia para encenar uma reflexão sobre identidade, individuação, e a relação entre os Homens e do Homem consigo mesmo.

4 de Maio
16h30 Estórias em concerto (concerto-palestra para escolas)
19h30 Revistando Stravinsky
11 de Maio
19h30 Kseni — A Estrangeira
21h Mesa redonda
18 de Maio
19h30 Berio sem censura
Oi Futuro
Rua Visconde de Pirajá, 54
Ipanema
entrada livre

Patrícia Rio Gonçalves em Amesterdão

Geografias : Amesterdão

 Patrícia Rio Gonçalves Just

 de A a Z

 

 

[dropcap size=small]A[/dropcap]msterdão — casa que construi.

 

[dropcap size=small]B[/dropcap]elo — um pôr-do-sol vermelho com música nos ouvidos.

 

[dropcap size=small]C[/dropcap]oro — de Câmara de Lisboa.

 

[dropcap size=small]D[/dropcap]esencontro — a família que ficou em Portugal.

 

[dropcap size=small]E[/dropcap]ncontro — família que comecei em Amesterdão.

 

[dropcap size=small]F[/dropcap]elicidade é… o riso dos meus filhos.

 

[dropcap size=small]G[/dropcap]osto de… cantar.

 

[dropcap size=small]H[/dropcap]omenagem — a meu pai.

 

[dropcap size=small]I[/dropcap]nvestimento — pessoal, a nível de carreira e de mãe.

 

[dropcap size=small]J[/dropcap]ustiça — essencial.

 

[dropcap size=small]L[/dropcap]ibreto — Le nozze di Figaro.

 

[dropcap size=small]M[/dropcap]úsica de Câmara — Trio PavHana (o meu trio de câmara de flauta, harpa e soprano).

 

[dropcap size=small]N[/dropcap]ação — Portugal.

 

 

[dropcap size=small]Ó[/dropcap]pera — La Bohème.

 

[dropcap size=small]P[/dropcap]astel de Nata — ahhhhhhhhhhhhhh… saudades…!

 

[dropcap size=small]Q. b.[/dropcap] — saúde e amor.

 

[dropcap size=small]R[/dropcap]io — família… berço.

 

[dropcap size=small]S[/dropcap]oprano — Mirella Freni.

 

[dropcap size=small]T[/dropcap]rabalho — paixão.

 

[dropcap size=small]U[/dropcap]nião — força.

 

[dropcap size=small]V[/dropcap]alentia — ir para um país sem conhecer nada nem ninguém.

 

[dropcap size=small]X[/dropcap]adrez (da música nacional e internacional) — uma paixão de juventude…. Pearl Jam.

 

[dropcap size=small]Z[/dropcap]oom (à música erudita portuguesa) — Maria João Pires.

 

 


 

Patrícia Rio Gonçalves nasceu em Lisboa, Portugal. Iniciou os seus estudos em 1996 na Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo, em Lisboa, com a professora de canto Joana Levy, terminando-os em 2002. Em 1996, Patrícia cantou o papel de “A graduated girl” na ópera Street scene de Kurt Weill, no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa. De 1998 a 2002 foi membro do Coro de Câmara de Lisboa e de 2000 a 2002 foi membro do Coro Gulbenkian de Lisboa.

Iniciou os seus estudos no Conservatório de Amesterdão, com Claron McFadden e Pierre Mak, e terminou-os em 2008. O seu repertório inclui papéis como Fiordiligli (Così fan tutte), Belinda (Dido e Aeneas), Hänsel (Hänsel und Gretel) e, recentemente, Susanna (Le Nozze di Figaro). Participou em masterclasses com professores como Udo  Reinemann, Rudolf Jansen, David Selig e Claron McFaddon.

Antes de ir para a Holanda, completou o seu diploma em Biotecnologia na Universidade Lusófona de Lisboa. Para além do seu trabalho como solista em oratória, canção e ópera,  também é professora de canto na Escola de Música Muziekpakhuis em Amesterdão.

 

A Orquestra Clássica do Sul: programação para Abril

A Orquestra Clássica do Sul, sob a direcção maestro titular Rui Pinheiro, apresentou-se, no passado dia 1 de Abril, no Teatro das Figuras em Faro em mais um concerto da sua programação regular para 2015. O programa, intitulado “Música Barroca”, incluiu três partes da Entrée: Les Sauvages, quarta parte de Les Indes Galantes de Jean-Philippe Rameau; a versão orquestral de Le Tombeau de Couperin de Maurice Ravel, terminando com a primeira suíte HWV 348 de Water Music de Georg F. Händel. O mês de Abril foi preenchido com mais nove concertos pela orquestra e as suas formações de câmara, maioritariamente na região do Algarve. No dia 8 de Abril, o Auditório Municipal de Albufeira recebeu, pelas 21h30, um concerto do cliclo “Clássicos Light” em que o maestro John Avery dirigiu a orquestra num programa composto por obras de Leroy Anderson, Lionel Monckton, Armstrong Gibbs e Arthur Sullivan, entre outros compositores. No dia 10 de Abril, A Quinta dos Vales (Estômbar) recebeu pelas 16h00 um concerto no âmbito da iniciativa “Porta Aberta”, integrado na programação de música de câmara. O agrupamento interpretou um programa intitulado “Serenata Francesa”, com o Quarteto com flauta n.º 3 em dó maior D. 386 de Ignaz Pleyel, a Serenata para flauta e cordas Op. 25 de Paul Wailly e a Suíte em estilo antigo Op. 24 de Vincent d’Indy. A semana terminou com dois concertos incluídos no ciclo “Concertos Pedagógicos”, com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos, reservados à comunidade escolar. O maestro Rui Pinheiro dirigiu a orquestra com os solistas Alexandra Moita (trompete, Conservatório Regional de Évora — Eborae Musica) e Mariana Lopes (violino, Conservatório de Música de Olhão), a 13 de Abril, pelas 10h30, no Teatro das Figuras (Faro) e no dia seguinte, pelas 15h00, no Centro Cultural de Redondo.

No dia 17 de Abril, pelas 12h00, realiza-se mais um concerto do ciclo “Concertos Promenade” , patrocinados pela Caixa Geral de Depósitos, que na edição de 2016 têm como tema “Era uma vez… Portugal”. O concerto, que terá lugar no Teatro Municipal de Faro, intitula-se “A Actualidade”, sendo o programa composto por música de John Avery, que será dirigida pelo maestro titular Rui Pinheiro, com apresentação de Jorge Serafim.

O ciclo de música de câmara “Clássica na Santa Casa” contará com dois concertos durante o mês de Abril. O programa, intitulado “Sopros de Modernidade”, inclui Humoresque de Alexander von Zemlinsky, o Quinteto de sopros de Frederico de Freitas, a Suíte para quinteto de sopros Op. 57 de Charles Lefebvre e Três peças breves de Jacques Ibert. O primeiro destes concertos terá lugar a 21 de Abril, pelas 19h00, no Pavilhão Multiusos “Provedor João Tavares” da Santa Casa de Misericórdia de Portimão. O segundo concerto, agendado para 29 de Abril, também às 19h00, terá lugar no Salão Nobre da Santa Casa da Misericórdia de Faro.

O ciclo de concertos “Loulé Clássico”, na edição de 2016, dedicado aos “Grandes Concertos Românticos”, contará com mais uma actuação, a 22 de Abril, pelas 21h30, no Cineteatro Louletano. A orquestra será dirigida pelo maestro titular, tendo como solista António Saiote (clarinete). O programa inclui a abertura para L’Italiana in Algeri de Gioacchino Rossini, o Concerto para clarinete e orquestra n.º 2 em mi bemol maior Op. 74 de Carl Maria von Weber, terminando com a Sinfonia n.º 4 em si bemol maior Op. 60 de Ludwig van Beethoven.

Está ainda programado um concerto para 23 de Abril, pelas 17h00, integrado no ciclo de música de câmara no âmbito da entrega do Prémio Nacional de Poesia, que decorrerá na Biblioteca Municipal de Faro. O quinteto de sopros interpretará o programa intitulado “Sopros de Modernidade”.

A ópera na China de Mao Tsé-Tung

No próximo dia 18 de Abril, segunda-feira, pelas dezoito horas, na sala 5X da Universidade Lusíada de Lisboa, terá lugar a conferência “Estética e política nas artes: a construção das heroínas de ópera na China de Mao Tsé-Tung”, pela Prof.ª Doutora Luzia Aurora Rocha. A conferência tem como objectivo demonstrar as políticas impostas na produção de ópera no período de Mao Tsé-Tung, que reivindicou uma quebra com os códigos políticos, sociais e artísticos vigentes até então, utilizando a ópera como instrumento político e de manipulação de massas. Através da análise de fonogramas e mais especificamente da análise iconográfica de capas dos discos presentes na Fundação Oriente (Colecção Kwok On), Lisboa, Luzia Rocha pretende problematizar questões de género presentes na construção das heroínas operáticas do regime de Mao. De acordo com Luzia Rocha, “o título da conferência mostra o paradoxo da importância da mulher na ópera e na política numa era em que apenas passou para a posteridade a imagem de um herói masculino dominante”.

Luzia Aurora Rocha é licenciada, mestre e doutora em Ciências Musicais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e é actualmente investigadora do CESEM, Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical, bem como docente na Licenciatura em Jazz e Música Moderna da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Lusíada de Lisboa. Dedicando-se ao estudo de iconografia musical entre os séculos XVI e XXI, é autora de vários artigos e livros, entre eles Cantate Dominum – Música e Espiritualidade no Azulejo Barroco e Ópera & Caricatura. O Teatro de S. Carlos na obra de Rafael Bordalo Pinheiro (2 volumes). É fundadora do NIM, Núcleo de Iconografia Musical do CESEM, existente desde o ano de 2000.

O evento, com entrada livre, é organizado pelo Prof. Doutor Ricardo Nuno Futre Pinheiro, coordenador da Licenciatura em Jazz e Música Moderna da Universidade Lusíada de Lisboa, e tem o apoio do INET-MD, Instituto de Etnomusicologia – Música e Dança.

 

Vianna da Motta e Fragoso na Holanda

Em dois concertos na Holanda, a pianista Vera Estevez apresenta-se nos próximos dias 16 e 22 de Abril com um programa no qual se destacam obras de José Vianna da Motta e António Fragoso.

Vera Estevez tem procurado incluir nos seus recitais peças de compositores portugueses como Vianna da Motta, Fragoso e Armando José Fernandes. A pianista considera fundamental a valorização destes autores, interessando-lhe, nomeadamente, as afinidades e pontes que a interpretação das suas obras poderão criar entre culturas musicais. Assim, nos concertos de 16 de Abril, em Vaals, e 22 de Abril, em Wijkstein, Estevez irá tocar “Cantiga de Amor”, “Chula” e “Valsa Caprichosa”, das Cenas portuguesas Op. 9 de Vianna da Motta, e Nocturno em ré bemol maior, de Fragoso, bem como algumas peças de Granados, Debussy e Chopin.

Vera Estevez concluiu em 2014 o mestrado em Interpretação de Piano no Conservatório de Maastricht (Zuyd University), com orientação de Katia Veekmans. Iniciou os estudos de piano aos dez anos com Lídia Lantos, frequentou o Conservatório Nacional em Lisboa na classe de Joaquim Fernandes e realizou as licenciaturas em Ciências Musicais na FCSH-NOVA e em piano na ESMAE, no Porto, com Constantin Sandu. Tem participado em diversas masterclasses e em cursos e festivais nacionais e internacionais, como o 5.º Festival de Música Clássica em Addis Abeba, Etiópia, a VIII Semana Aberta do Conservatório Nacional, em Lisboa, a X Semana Internacional de Piano de Óbidos, sob orientação de Juan Kanno, Vitay Margulis e Manuela Gouveia, e o 47.º Festival Internacional de Música do Estoril com António Rosado. Vera Estevez tem tocado em recitais na Holanda, Portugal, Espanha e Etiópia.

Para mais informação sobre estes concertos ou sobre as actividades de Vera Estevez, consulte o sítio http://www.veraestevez.com/.

 

MPMP e Universidade de Aveiro anunciam colecção de CDs

O MPMP, Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa e a Universidade de Aveiro acabam de anunciar uma nova colecção discográfica em aberto que arranca com dois números já disponíveis: Motetos de Natal e de Páscoa de Giovanni Giorgi e Música nova para instrumentos antigos (I) do Borealis Ensemble.

A colecção MPMP / UA possibilitará a difusão discográfica, física e digital, de trabalhos de criação e investigação desenvolvidos por docentes e investigadores da Universidade de Aveiro, com especial ênfase em estreias modernas ou estreias absolutas de compositores de diversas épocas.

No próximo dia 17 de Abril, pelas 18h30, no Palácio Nacional de Queluz, o Borealis Ensemble (António Carrilho, flautas de bisel; Helena Marinho, piano e pianoforte) apresentará o segundo CD da colecção. O projecto destes dois músicos foi distinguido e seleccionado para apoio a projectos artísticos pontuais pela Direcção-Geral das Artes, daí resultando em 2015 uma digressão de concertos comentados pelos próprios intérpretes que propunha um diálogo entre repertórios aparentemente díspares e de épocas distintas, incluindo obras compostas por António Chagas Rosa, Pedro Junqueira Maia, Sara Carvalho e Vasco Negreiros.

Os dois primeiros CDs da colecção MPMP / UA já se encontram à venda na Loja MPMP e em breve chegarão às lojas habituais e às plataformas digitais, estando entretanto vários outros números em preparação.

 

 

[alert type=red ]17 de Abril, 18h30
Palácio Nacional de Queluz

António Carrilho, flautas de bisel
Helena Marinho, piano e pianoforte

entrada livre[/alert]

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