Decorrerá nos próximos dias 20 e 21 de Março o Seminário Internacional ‘Arte, Música e Devoção nos Mosteiros da Ordem de Cister’ na Casa Museu de Monção, Universidade do Minho. O seminário é organizado pela Universidade do Minho e o projecto ‘Orfeus — A reforma tridentina e a música no silêncio claustral: o mosteiro de S. Bento de Cástris’, em conjunto com a Universidade da Beira Interior, Universidade de Évora e Universidade dos Açores, contando com o apoio da Câmara Municipal de Monção.

O programa encontra-se dividido em três sessões distribuídas pelos dois dias, com a primeira sessão a decorrer no dia 20, a partir das 17h, onde se falará sobre o lugar dos cistercienses na fundação e destinos de Portugal e a influência na prática musical e devocional do mosteiro de S. Bento de Cástris das disposições do Concílio de Trento e Constituições do Arcebispado de Évora. Segue-se um concerto subordinado ao tema da música nos conventos femininos do século XVII, dirigido por Magna Ferreira, na Igreja do Convento dos Capuchos. A primeira sessão do dia 21 tem como tema ‘As Ordens Religiosas em Portugal no período moderno’, incidindo sobre a arte e a música nos ambientes monásticos portugueses e espanhóis. A segunda sessão tem como tema ‘O Concílio de Trento e as expressões da devotio moderna: das determinações conciliares às realidades locais’, sendo dedicada exclusivamente ao papel da música no mundo monástico cisterciense.

A comissão científica deste seminário é composta por Ana Maria Tavares Martins (Universidade da Beira Interior), Antónia Fialho Conde, Filipe Mesquita de Oliveira, Vanda de Sá (Universidade de Évora), Elisa Leça, José Viriato Capela (Universidade do Minho) e Margarida Sá Nogueira Lalanda (Universidade dos Açores).

Sobre o autor

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Musicólogo açoriano, doutorando na Universidade de Évora, é mestre em Ciências Musicais (FCSH NOVA) e licenciado em Música (UÉvora). É investigador em formação no CESEM e membro do MPMP. Catalogou o arquivo musical da Sé de Angra, foi bolseiro no projeto ORFEUS e também investigador no projeto PASEV. Fundou e dirigiu o Ensemble da Sé de Angra e também o Ensemble Eborensis, com concertos nas ilhas dos Açores, Continente português e França. Os seus interesses de investigação centram-se na polifonia portuguesa seiscentista, especialmente no Alentejo, e a música nos Açores do século XV ao final do XIX.