A Assembleia da República fez passar, ontem, dia 7 de Dezembro, um voto de saudação à Associação António Fragoso. A moção, apresentada pelas bancadas do PSD, PS, BE, CDS-PP e PCP, mereceu aprovação unânime no plenário.

Este reconhecimento da Assembleia da República antecipa a evocação do centenário da morte do compositor, ao longo do próximo ano de 2018. A Associação António Fragoso deu já início ao programa com que observará a ocasião, com um concerto pela Orquestra do Atlântico, sob a direcção do maestro Artur Pinho Maria, no passado dia 21 de Outubro, na Figueira da Foz. As demais iniciativas In memoriam António Fragoso, promovidas pela Associação, têm acontecido regularmente em diversos pontos do País, e continuarão até dia 13 de Outubro de 2018, quando se assinala exactamente um século do desaparecimento de António Fragoso.

António Fragoso

António Fragoso nasceu a 17 de Junho de 1897, na Pocariça (concelho de Cantanhede, Coimbra), onde viria a falecer, a 13 de Outubro de 1918, com apenas 21 anos de idade. Inicia o seu percurso musical junto do tio, António dos Santos Tovim, que o ensina a ler música e a tocar piano. Em 1907, muda-se para o Porto, onde frequenta o Curso Geral dos Liceus, bem como o Conservatório de Música, estudando piano sob a orientação de Ernesto Maia. Ingressa depois no Conservatório Nacional de Lisboa, onde obtém o diploma do Curso Superior de Piano com a classificação máxima, no último ano de vida.

A Associação António Fragoso surge em 2009, por iniciativa dos seus herdeiros. Presidida por Eduardo Fragoso Soares, a estrutura tem o objectivo de “deixar a totalidade” do legado do compositor “devidamente estudado, revisto, publicado e gravado, permitindo assim que a sua memória e a sua obra perdurem no tempo e constituam um valioso legado para as gerações vindouras” — inclusivamente as suas ofertas literárias, inéditas até aos esforços da associação.


A programação completa In memoriam de António Fragoso pode ser consultada na página oficial da Associação António Fragoso.

Sobre o autor

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Luís Salgueiro é licenciado em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa. Para além da sua actividade criativa, dedica também a sua energia à preparação de partituras e musicografia, primeiro como 'freelancer' e actualmente como coordenador das actividades editoriais do MPMP, Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa.