O Bando de Surunyo irá apresentar-se nos próximos dias 26 e 27 de Agosto no âmbito do V Ciclo de Música Antiga “Sons Antigos a Sul”. O primeiro destes concertos decorrerá no dia 26, pelas 17h00, na ermida de Nossa Senhora da Saúde de Vila do Bispo, e o segundo, agendado para o dia seguinte às 21h30, terá lugar na igreja de Santa Maria de Lagos.

Este agrupamento irá apresentar em ambos os concertos o programa com o título “Loas, romances e vilancicos nos tempos da Restauração (1640-1660)”, interpretando repertório musical inédito ou pouco conhecido produzido em Portugal durante o século XVII.

O Bando de Surunyo encontra-se sediado na cidade do Porto, derivando o seu nome da obra A minino tam bonitio, significando “bando de estorninhos”, tendo as suas raízes no trabalho formativo, interpretativo e de investigação desenvolvido pelo Curso de Música Antiga da ESMAE e a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. O agrupamento é constituído por um octeto vocal, com três sopranos, dois contraltos, um tenor, um barítono e um baixo, com três instrumentistas que realizam o baixo contínuo (viola da gamba, baixão e corda pulsada) e outros instrumentos conforme a exigência do repertório que interpretam. Este agrupamento incorpora nas suas actuações “uma componente cénica baseada na dança e gestualidade barroca”, com a participação de um ou vários bailarinos. Desenvolve também uma abordagem ao repertório que interpreta de acordo com uma componente de investigação, interpretação, experimentação e interdisciplinaridade, preparando-o a partir das fontes originais segundo um critério interpretativo com um forte ênfase nos seus texto e contexto.

Sobre o autor

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Musicólogo açoriano, doutorando na Universidade de Évora, é mestre em Ciências Musicais (FCSH NOVA) e licenciado em Música (UÉvora). É investigador em formação no CESEM e membro do MPMP. Catalogou o arquivo musical da Sé de Angra, foi bolseiro no projeto ORFEUS e também investigador no projeto PASEV. Fundou e dirigiu o Ensemble da Sé de Angra e também o Ensemble Eborensis, com concertos nas ilhas dos Açores, Continente português e França. Os seus interesses de investigação centram-se na polifonia portuguesa seiscentista, especialmente no Alentejo, e a música nos Açores do século XV ao final do XIX.