O MPMP acaba de anunciar o resultado do Prémio Musa 2023, edição que foi este ano dedicada a Natália Correia. O certame ocorre no âmbito da celebração do centenário do nascimento da célebre escritora, sendo promovido pelo MPMP Património Musical Vivo com apoio da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada.

Foram dadas como admitidas a concurso, segundo o regulamento publicado, seis candidaturas. O júri — composto por Raquel Camarinha, Rui Penha e Ângela da Ponte — entendeu, por unanimidade, a atribuição de uma menção honrosa à candidatura Há que ser rio de Diogo da Costa Ferreira. O compositor terá a sua obra gravada e distribuída em álbum digital.

Diogo da Costa Ferreira trabalha como compositor, escritor, professor, investigador e coordenador de projectos. Formou-se em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa. Frequentou o Mestrado em Estética e Estudos Artísticos e o Mestrado em Filosofia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA, assim como o Programa Avançado em Gestão do Património Cultural na Católica Business School. Venceu o prestigiado International Composition Award for the Six Historic Organs of Mafra 2021 — Prémio Internacional de Composição para os Seis Órgãos Históricos 2021, e venceu o Prémio Jovens Criadores 2021 (Música), atribuído por unanimidade pelo Centro Nacional de Cultura. Nos últimos anos teve as seguintes óperas de sua autoria estreadas: Multidão (2018), Esta Ítaca que não encontro (2020), Paramos ou morremos (2021)

O Prémio Musa foi criado para fomentar a excelência musical da composição contemporânea de tradição erudita ocidental e de, nesse contexto, promover a língua portuguesa como veículo expressivo através da premiação de obras inéditas.
As edições anteriores do Prémio Musa tiveram como vencedores Hugo Ribeiro (2019 – obras corais a cappella a partir Sophia de Mello Breyner Andresen), Miguel Resende Bastos (2020 – obras para recitação e ensemble Pierrot a partir de Ruben A.) e Samuel Gapp (2022 – obra para uma ou duas vozes faladas e quinteto de instrumentos sobre textos de José Saramago). Foram igualmente atribuídas menções honrosas aos compositores Miguel Jesus (2019), Tiago Quintas (2021, para acusmática a partir de Clarice Lispector), Bárbara Sanchez Silva e João Ricardo (2022).

Sobre o autor

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Diplomada pela Universidade de São Paulo, onde se licenciou em História, concluindo o mestrado e o doutoramento em Arqueologia e integrando o LARP, Laboratório de Arqueologia Romana Provincial, enquanto Supervisora de Programas e Pesquisas. Foi docente de História da Arte em diversas instituições universitárias e no MASP, Museu de Arte de São Paulo. Realizou o estágio doutoral no Collège de France, Paris, especializando-se depois em Gestão Cultural no SENAC, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, e concluindo o mestrado em Empreendedorismo e Estudos da Cultura — Património no ISCTE, Lisboa, tendo neste âmbito sido distinguida com um Prémio de Excelência Académica.