Neste mês, chega a 12.ª edição do Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu, entre 5 e 26 de Abril, com um programa dedicado maioritariamente à Música de Câmara, mas que integra concertos de vários géneros musicais, com orquestras, coros, ensembles e solistas de todo o mundo. A organização do festival é direccionada também para a área da formação, proporcionando várias masterclasses e um  concurso de instrumento, anualmente dividido entre o piano ou a guitarra, sendo que esta edição promove o 3.º Concurso Internacional de Piano de Viseu, com um júri composto por personalidades de vários países. Entre as orquestras convidadas, destacam-se a Orquestra XXI, a Orquestra Juvenil de Viseu, a Orquestra Filarmonia das Beiras e a Orquestra Filarmónica Portuguesa. Para esta edição, conta-se também com apresentações do Coro Sinfónico Lisboa Cantat e do Coro Voz Nua, assim como solistas como Pavel Gomziakov, Giuseppe Andaloro, Eldbjørg Hemsing, entre muitos outros. Relativamente à Música de Câmara, haverá concertos de música contemporânea, com o Grupo de Musica Contemporânea de Lisboa e o Duo Sigma, concertos de música antiga e barroca com o Iberian Ensemble, e um concerto dedicado ao Fado e à Canção de Coimbra, com o Trio de Pedro Caldeira Cabral.

Logo depois do Festival, um pouco mais a Este, realizar-se-á mais um recital da temporada inaugural do agrupamento ARS AD HOC, no Museu de Aveiro/Santa Joana, a 27 de Abril. É um concerto promovido pela Associação Arte no Tempo e dedicado à obra do compositor suíço-austríaco Beat Furrer (1954), com a sua obra Intorno al bianco (2016), apresentada na última edição do Reencontros de Música Contemporânea, com Horácio Ferreira (clarinete), Johannes Haase e Diogo Almeida (violinos), Ricardo Gaspar (violeta) e Pedro Vaz (violoncelo).

A decorrer ainda, o Festival Internacional de Música do Algarve, na sua 34.ª edição, apresenta uma extensa programação de concertos de música erudita entre Março e Maio de 2019. A Orquestra Clássica de Sul é um dos eixos da programação do FIMA, com um total de 11 repertórios diferentes com diversos agrupamentos e solistas. Começando com dois concertos dedicados aos períodos do Romantismo e Classicismo, o primeiro dirigido por Maxime Tortelier, com o violoncelista Jed Barahal, o segundo com o violinista Christoph Koncz, que, neste caso, também dirige o concerto. A Orquestra prossegue com um concerto com obras de inspiração portuguesa, uma delas a partir do poema O meu Algarve, do poeta João Lúcio; para além do Divertimento n.º 1 de Joly Braga Santos, será estreada uma obra homónima do poema do compositor Luís Soldado, para orquestra e soprano, com Dora Rodrigues. A orquestra abeira-se também do período barroco através de um concerto com o Grupo Vocal Olisipo, dirigido por Rui Pinheiro, maestro titular e director artístico do festival. A adicionar também a este programa diversificado está a selecção de canções tradicionais Irlandesas e Escocesas de Jordi Savall, num concerto com o agrupamento Hespèrion XXI. No que toca à música de câmara, o festival apresentará também repertório de Mendelssohn e Haydn, assim como o concerto Multipercussões, protagonizado pelo percussionista Jean-François Lézé, com várias obras de inspiração étnica, jazzística e de música contemporânea.

No que toca à música contemporânea e à experimentação, destaca-se um concerto no Lisboa Incomum a dia 12 de Abril, com uma programação que inclui uma estreia mundial de Lino Guerreiro, Camaleão, assim como peças de Daniel Schvetz, Jorge Salgueiro, André Santos e Jacob ter Veldhuis. O concerto será realizado com fusiON OUT (Pedro Santos e João Pedro Silva, no acordeão e saxofone, respectivamente) e também com acordeonista Fernando Brites.

Ainda em Lisboa, a 14 de Abril, ocorrerá um concerto da Sinfónica da ESML no auditório da universidade, com a 4.ª Sinfonia de Mahler e a Abertura Festiva de D. Shostakovich. No mesmo dia, a Orquestra Metropolitana de Lisboa e o Coro RTVE apresentam um Concerto de Páscoa no Museu do Dinheiro, com a Missa Solemnis, Op. 123, de Beethoven, com os solistas Miren Urbieta-Vega (soprano), Lorena Valero (mezzo-soprano), Fabián Lara (tenor) e André Henriques (baixo).

A fechar o mês, e para os mais pequenos, divulga-se a oficina Síntese – XIII Ciclo de Música Contemporânea da Guarda a ocorrer no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda a 29 de Abril. Trata-se de um ciclo de ensaios abertos de foro pedagógico que têm como objectivo a aproximação da música contemporânea aos alunos do ensino regular dos agrupamentos de escolas da Guarda.


Programação

 

Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu

5 a 26 de Abril

Para a programação completa, consulte esta ligação.

 

Recital ARS AD HOC, Museu de Aveiro/Santa Joana

27 de Abril

(Quinteto com clarinete op. 115, de Johannes Brahms / Intorno al bianco, de Beat Furrer)

 

Festival Internacional de Música do Algarve 2019

Até 31 de Maio

Para a programação completa, consulte esta ligação.

 

fusiON OUT, Lisboa Incomum

12 de Abril

fusiON OUT, Pedro Santos (acordeão), João Pedro Silva (saxophone), Fernando Brites (acordeão)
(Música de Jorge Salgueiro, Lino Guerreiro, Daniel Schvetz, Jacob ter Veldhuis e André Santos)

 

Escola Superior de Música de Lisboa

14 de Abril

(4.ª Sinfonia, G. Mahler / Abertura Festiva, D. Shostakovich)

 

Concerto de Páscoa, no Museu do Dinheiro

14 de Abril

(Beethoven, Missa Solemnis, Op. 123)

Orquestra Metropolitana de Lisboa, Coro RTVE

 

Oficina Síntese – XIII Ciclo de Música Contemporânea da Guarda, no Teatro Municipal da Guarda

29 de Abril

Sobre o autor

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Terminou o curso complementar de piano na Fundação Musical dos Amigos das Crianças em 2007, completando também o ensino secundário na área de Artes Visuais. Em 2010, completou a licenciatura em Música no Goldsmiths College, University of London, com uma dissertação acerca dos desenvolvimentos contemporâneos do fado. Realizou o mestrado na mesma universidade, concluindo o curso Contemporary and Popular Music Studies em 2012. Foi com o apoio do Professor Sérgio Azevedo que desenvolveu a sua tese sobre Constança Capdeville, com uma análise do ‘Libera me’. Entre 2010 e 2014, deu aulas de piano e formação musical em diversas escolas de Londres, tendo também colaborado num projecto de inclusão social pela arte. Durante este período, realizou actividades de produção, curadoria e divulgação de música contemporânea.