A Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música apresenta hoje, pelas 19h30, o concerto Rito da Primavera, mais um dedicado exclusivamente à apresentação de obras de compositores portugueses e incluído no ciclo Estado da Nação. Poder-se-á ouvir música de Carlos Lopes em estreia absoluta (Epóxi, para orquestra), mas também os Six Portraits of Pain de António Pinho Vargas, com o violoncelista Lucas Fels, e a Sinfonieta (Homenagem a Haydn) de Fernando Lopes-Graça.

A direcção musical ficará a cargo de Pablo Rus Broseta, que destaca a particularidade de se poder “pôr em perspectiva estas três visões sobre a música portuguesa”. Com efeito, estas três obras foram escritas em momentos bastante distintos da vida cultural do país (2021, 2005 e 1980, respectivamente), abarcando assim cerca de 40 anos de composição em Portugal.

Os concertos Estado da Nação foram iniciados em 2015, na celebração do décimo aniversário da Casa da Música, tendo no seu início integrado obras dos compositores que tinham sido nomeados como Jovem Compositor em Residência da instituição no período entre 2007 e 2014. À época, escrevia-se que o ciclo pretendia ser “simultaneamente um balanço do programa e uma forma de aferir o Estado da Nação, ou como soa afinal a música da mais jovem geração de compositores em Portugal”. Este desígnio manteve-se até hoje de forma regular, abarcando cada vez mais obras e compositores de diferentes gerações e geografias, num ciclo que, pela sua constância e dimensão, se vem afirmando como um dos mais importantes no espaço contemporâneo português.

Sobre o autor

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Licenciado em piano pela Escola Superior de Música de Lisboa, na classe de Jorge Moyano, concluiu o Conservatório Nacional com a classificação máxima, tendo aí estudado com Hélder Entrudo e Carla Seixas. Premiado em diversos concursos, apresenta-se em concerto em variadas formações. Estreia regularmente obras de compositores contemporâneos. Gravou para a RTP/Antena 2, TV Brasil e MPMP: editou, em 2020, o CD “La fièvre du temps” em duo com Philippe Marques. É membro fundador do MPMP Património Musical Vivo, dirigindo temporadas e coordenando inúmeras gravações. Termina, actualmente, o mestrado em Empreendedorismo e Estudos da Cultura do ISCTE. Foi director executivo da GLOSAS entre 2017 e 2020.