Será no próximo dia 1 de Abril, no Auditório dos Oceanos do Casino de Lisboa: estreia-se o EOES, Estúdio de Ópera Encontro de Sons. O espectáculo, uma nova produção d’O elixir do amor de Gaetano Donizetti, tem o apoio da Direcção-geral das Artes e da Antena 2.

Nesta produção, o texto original foi adaptado para português por Nuno Côrte-Real. A história passa-se agora numa aldeia portuguesa, em meados da década de 1960; segundo o comunicado de imprensa, é procurado um “ambiente vintage à portuguesa”.

Cantam a soprano Cecília Rodrigues, o tenor Frederico Projecto e os barítonos André Rodrigues e Diogo Oliveira. Ao piano estará Alexey Shakitko. João Nascimento assina a coreografia, Artur Marques a direcção de actores e a produção.

 

 

Nas palavras da encenadora e directora artística da iniciativa, a cantora Sofia de Castro, o EOES procura ser “um laboratório de apoio a executantes e novos criadores, em ambiente profissional que estabeleça a ponte entre a formação académica e palcos mais formais”, disponibilizando “a cantores experientes a possibilidade de rodar os seus papéis de reportório”. Em síntese, o EOES surgiu “devido à carência de uma estrutura semelhante no nosso país”, uma preocupação que se diria comum às dezenas de estruturas semelhantes no nosso país.

Para além de o EOES se debruçar sobre “ópera de repertório”, isto é, aos títulos canónicos, propõe-se também desenvolver “opereta clássica”, não obstante a opereta surgir apenas em meados de Oitocentos, e “ópera moderna original”, termo que deverá querer reportar-se, quiçá, à ópera contemporânea inédita.

 

Sobre o autor

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Curso Complementar de Piano no Conservatório Nacional. Licenciatura em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou sob orientação de Sérgio Azevedo e de António Pinho Vargas. Durante um ano, em programa Erasmus, frequentou o Conservatório Nacional Superior de Paris (CNSMDP). Mestre e doutorando em Ciências Musicais pela Universidade NOVA. Membro fundador e Presidente da Direcção do MPMP. Director da revista GLOSAS (números 1-15 e 20-). Distinguido com o 2.º Prémio do Concurso Otto Mayer-Serra (2017) da Universidade da Califórnia, Riverside, e o Prémio Joaquim de Vasconcelos (2019) da Sociedade Portuguesa de Investigação em Música.