Foi anunciada a primeira edição do Prémio de Composição Francisco de Lacerda, dirigido a todos os compositores residentes em Portugal que tenham até 35 anos de idade. Este concurso integra a programação dos Encontros Sonoros Atlânticos Francisco de Lacerda 2022, que contempla ainda seis concertos divididos entre São Jorge, Terceira, São Miguel e Lisboa. O ciclo parte da obra do compositor e musicólogo açoriano Francisco de Lacerda para o estímulo de criação de novas peças musicais, intimamente relacionadas com os locais em que se apresentam.

Além do considerável valor pecuniário do prémio, no montante de 7500 euros — de resto, o maior em certames do género em Portugal no caso de jovens compositores —, a obra vencedora será estreada e gravada no encerramento dos Encontros, cuja segunda edição decorrerá em Lisboa entre 19 de Julho e 18 de Setembro deste ano. O júri do concurso será presidido pelo director artístico dos Encontros, Vasco Mendonça, integrando ainda os também compositores Felipe Lara, Andreia Pinto Correia e Carlos Caires e o maestro Pedro Neves, director artístico da Orquestra Metropolitana de Lisboa, que será a responsável pela interpretação da obra premiada.

A organização do(s) evento(s) está a cargo da associação cultural Francisco de Lacerda – A Música e o Mundo, fundada em 2019 na Fajã da Fragueira, na ilha de São Jorge, nos Açores. Os seus objectivos incluem a preservação do património cultural dos Açores, a educação pela arte através da música e o meio ambiente e a investigação nos legados culturais de personalidades ligadas à música, às artes performativas, às artes plásticas e à literatura, além da concepção e realização de eventos culturais e espectáculos.

 

 

As obras poderão ser submetidas até 1 de Julho de 2022, sendo o anúncio dos resultados publicado duas semanas depois. Todas as informações poderão ser encontradas aqui.

Sobre o autor

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Licenciado em piano pela Escola Superior de Música de Lisboa, na classe de Jorge Moyano, concluiu o Conservatório Nacional com a classificação máxima, tendo aí estudado com Hélder Entrudo e Carla Seixas. Premiado em diversos concursos, apresenta-se em concerto em variadas formações. Estreia regularmente obras de compositores contemporâneos. Gravou para a RTP/Antena 2, TV Brasil e MPMP: editou, em 2020, o CD “La fièvre du temps” em duo com Philippe Marques. É membro fundador do MPMP Património Musical Vivo, dirigindo temporadas e coordenando inúmeras gravações. Termina, actualmente, o mestrado em Empreendedorismo e Estudos da Cultura do ISCTE. Foi director executivo da GLOSAS entre 2017 e 2020.