No próximo dia 10 de Junho, Incipit, obra do compositor Luís Tinoco, é estreada pela Orquestra Sinfónica Brasileira, com direcção de Tito Muñoz, na Cidade das Artes, Rio de Janeiro.

Incipit, para orquestra sinfónica, resultou de uma encomenda da OPART, em conjunto com a Secretaria de Estado da Cultura de Portugal, a Fundação Cidade das Artes e a Orquestra Sinfónica Brasileira, para comemorar o 450.º aniversário da fundação da cidade do Rio de Janeiro, que se celebra este ano.

A nova obra de Tinoco cita e metamorfoseia Audivi Vocem de Caelo, peça de Duarte Lobo editada pelas Edições MPMP, compositor português que nasceu em data incerta, por altura da fundação daquela cidade brasileira, e que morreu em 1646. Duarte Lobo foi dos mais destacados polifonistas portugueses dos séculos XVI-XVII, tendo muitas das suas obras sido publicadas pela editora Plantin, de Antuérpia, e assim circulado pela Europa.

 

 

O concerto de 10 de Junho repete-se com os mesmo intérpretes no dia seguinte, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. No mesmo programa ouvir-se-á de Aaron Copland a suíte Appalachian Spring, de Leonard Bernstein o Divertimento para orquestra e ainda a última sinfonia escrita por Tchaikovsky, a famosa “Patética”.

Sobre o autor

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Mariana Calado encontra-se a realizar o Doutoramento em Ciências Musicais Históricas focando o projecto de investigação no estudo de aspectos dos discursos e das sociabilidades que caracterizam a crítica musical da imprensa periódica de Lisboa entre os finais da I República e o estabelecimento do Estado Novo (1919-1945). Terminou o Mestrado em Musicologia na FCSH/NOVA em 2011 com a apresentação da dissertação "Francine Benoît e a cultura musical em Portugal: estudo das críticas e crónicas publicadas entre 1920's e 1950". É membro do SociMus – Grupo de Estudos Avançados em Sociologia da Música, NEGEM – Núcleo de Estudos em Género e Música e do NEMI – Núcleo de Estudos em Música na Imprensa, do CESEM. É bolseira de Doutoramento da FCT.