Estreia no próximo dia 14 de Outubro a cantata Umbra Urbe, em concerto na Igreja de S. Roque e em evocação do Dia Internacional da Erradicação da Pobreza e dos Sem Abrigo.

O Dia Internacional da Erradicação da Pobreza e dos Sem Abrigo é assinalado a 17 de Outubro e foi instituído pela ONU em 1993. O combate da fome e da pobreza extrema foi um dos Objectivos do Milénio firmados pela ONU e o fim da pobreza permanece como um dos 17 Objectivos do Desenvolvimento Sustentável a cumprir nos próximos 15 anos. Todos os anos, a 17 de Outubro, é celebrada na Igreja de S. Roque uma missa em memória daqueles que, no último ano, faleceram em Lisboa, na rua, em hospitais ou em casa, sozinhos, sem família, amigos, vizinhos ou conhecidos, e a quem a Irmandade da Misericórdia e de S. Roque acompanhou no funeral. A cantata Umbra Urbe, composta por Daniel Schvetz, foi, assim, uma encomenda da Irmandade de S. Roque para lembrar a solidão, a negligência e a pobreza que coexistem dia e noite na cidade de Lisboa.

 

 

Umbra Urbe foi escrita para coro, quarteto instrumental, duas vozes solistas, três bailarinos e vídeo-imagem-áudio. O concerto terá a direcção musical do próprio Daniel Schvetz e as interpretações do Coro de Câmara de Lisboa, dirigido por Teresita Marques Gutierrez, de Paulo Amorim (guitarra), Pedro Santos (acordeão), Catherine Strynckx (violoncelo), Sofia Neide (contrabaixo e voz) e Ana Ester Neves (soprano), e dos bailarinos Gonçalo Silva, Patrícia Main e Afonso Pereira, coreografados por Catarina Moreira. A projecção de vídeo e imagem está a cargo de Sérgio Joaquim.

O concerto tem início às 21h30, dia 14 de Outubro, e a entrada é livre, sujeita à capacidade da Igreja de S. Roque.

Sobre o autor

Avatar photo

Mariana Calado encontra-se a realizar o Doutoramento em Ciências Musicais Históricas focando o projecto de investigação no estudo de aspectos dos discursos e das sociabilidades que caracterizam a crítica musical da imprensa periódica de Lisboa entre os finais da I República e o estabelecimento do Estado Novo (1919-1945). Terminou o Mestrado em Musicologia na FCSH/NOVA em 2011 com a apresentação da dissertação "Francine Benoît e a cultura musical em Portugal: estudo das críticas e crónicas publicadas entre 1920's e 1950". É membro do SociMus – Grupo de Estudos Avançados em Sociologia da Música, NEGEM – Núcleo de Estudos em Género e Música e do NEMI – Núcleo de Estudos em Música na Imprensa, do CESEM. É bolseira de Doutoramento da FCT.