As guitarras regressam a Santo Tirso

De 16 de Maio a 6 de Junho de 2015, pela vigésima segunda edição, realiza-se em Santo Tirso o Festival Internacional de Guitarra.

Ao festival acorrem guitarristas de diferentes formações e estilos, do jazz à clássica. Os concertos arrancam na noite de sábado, 16 de Maio, com o Joscho Stephan Trio, de sonoridades jazzísticas na linha de Django Reinhardt, e encerrando com o Soloduo, que explora os repertórios clássico, romântico e contemporâneo. Outros géneros e estilos serão abordados por artistas como Mike Dawes, que no dia 22 de Maio demonstrará o seu vistuosismo e música original, e Joaquim Pavão, a 29 de Maio, que interpretará algumas das suas composições para cinema. O programa é completado por Pablo Márquez (23 de Maio), Amadeus Duo (30 de Maio) e Judicaël Perroy, com a Orquestra Artave (5 de Junho).

Estão também programadas actividades pedagógicas como workshops e masterclasses pelos músicos que participam no festival, oportunidade para estudantes e guitarristas contactarem e aprenderem algumas técnicas com estes instrumentistas.

Lançado em 1994, o Festival Internacional de Guitarra de Santo Tirso firmou lugar entre os festivais de música e promete continuar a animar a cidade e os amantes de guitarra.

O programa completo do festival e informação adicional pode ser consultada aqui.

Touros, tragédias, bailes e comédias

A  oferta de espectáculos no Portugal de Setecentos caracteriza-se pela abundância e diversidade. As praças das cidades, os teatros, públicos e régios e os salões particulares acolhem os mais variados géneros, desde o operático ao declamado, passando pelo pirotécnico e o tauromáquico, enquanto os empresários dos teatros acompanham o gosto das cortes europeias, contratando cómicos, cantores e bailarinos. O colóquio internacional ‘Touros, tragédias, bailes e comédias: espectáculos e divertimentos em Portugal no século XVIII’, promovido pelo Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que terá lugar nesta faculdade nos dias 21 e 22 de Maio, pretende divulgar os estudos mais recentes e incentivar a continuidade das pesquisas sobre uma época determinante no percurso evolutivo das artes do espectáculo.

A programação é variada, conta com a participação de investigadores não só da área do Teatro, mas também da Musicologia (como Manuel Carlos de Brito, David Cranmer, entre outros), e inclui a apresentação do projecto do Centro de Estudos de Teatro ‘Textos proibidos e censurados do teatro português do século XVIII’ (co-financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian).

 

O Colóquio encerra no dia 22 de Maio às 18h  com o recital “Noites de ópera do séc. XVIII”, um concerto semi-encenado com árias de ópera do universo português setecentista, interpretadas por Tânia Valente (soprano), Diogo Oliveira (barítono) e José Carlos Araújo (cravo).  O local do concerto será a Sala dos Actos da Faculdade de Letras.

Programação completa aqui: http://tourosecomedias.wix.com/bailes-e-tragedias .

Kla-vier Duo no Museu Romântico, Porto

É já no próximo Sábado, dia 16 de Maio, que o Museu Romântico – Quinta da Macieirinha, no Porto, recebe as pianistas Patrícia Ventura e Sónia Amaral.

O duo interpretará obras de Arnold Schoenberg, J. S. Bach, em arranjo de G. Kurtág, Sofia Sousa Rocha, Ana Moura e Fernando Lopes-Graça.

 

O Kla-vier Duo foi fundado em 2013 e tem-se dedicado desde então a repertório contemporâneo para piano a quatro mãos. O seu repertório inclui obras de compositores como Emmanuel Hieaux, Francis Poulenc, Maurice Ravel, Gyorgy Kurtág e Gyorgy Ligeti, bem como obras de compositores portugueses, colaborando regularmente com autores como Paulo Bastos, Sofia Sousa Rocha e Ana Moura, que lhes têm dedicado obras.

 

[alert type=blue ]16 de Maio, 18h, Museu Romântico.[/alert]

Prémio de Composição Século XXI – 6.ª edição

Mais uma vez, a Escola Profissional de Viana do Castelo e a Academia de Música de Viana do Castelo convidam jovens compositores do ensino secundário de música a concorrerem ao Prémio de Composição Século XXI, agora na sua 6.ª edição.

Em homenagem a Jonathan Harvey e Fausto Romitelli, este concurso está aberto a qualquer aluno oficialmente inscrito no Curso Secundário ou Complementar de música, ou no Curso Profissional de Instrumentista de uma instituição reconhecida e autorizada pelo Ministério de Educação, como é o caso de conservatórios, academias ou escolas profissionais. É claramente uma boa solução para implementar a composição ‘fresca’ e contemporânea em Portugal, instigando os mais jovens a criar.

Haverá dois prémios por modalidade – solo, câmara e orquestra – e os laureados terão a possibilidade de ouvir a sua peça estreada no primeiro período do próximo ano lectivo, assim como de a gravar em CD, uma boa oportunidade para o desenvolvimento artístico e profissional de qualquer jovem compositor. As condições de participação são também variadas, podendo o concorrente submeter até uma obra por cada modalidade. Fomenta-se assim a escrita musical a vários níveis de instrumentação, surgindo o pretexto e a oportunidade de se apurar a linguagem própria numa peça a solo, de câmara ou orquestral.

O grupo de instrumentos à disposição dos jovens compositores é variado, permitindo a criação de obras para modelos orquestrais mais tradicionais, como para orquestra sinfónica, de sopros ou de cordas, mas também para formações de ensembles diversas. Sem contar com o piano, a guitarra e o saxofone, que são leccionados na Escola Profissional e a Academia de Música de Viana do Castelo, também há vários instrumentos de percussão ao dispor dos músicos, nomeadamente timbales, bombo, caixa, marimba, vibrafone, pratos e conjunto de tomtoms. Será importante consultar o regulamento deste concurso, especialmente no que se refere ao número de executantes disponíveis por instrumento.

Como os participantes terão a oportunidade de assistir aos ensaios das suas obras, este concurso promove uma colaboração entre compositor e instrumentista parte fundamental na vida de um músico.

O prazo de entrega das peças termina a 30 de Junho, que deverão ter uma duração entre os 3 e 10 minutos.  Serão seleccionadas por um júri constituído pelos compositores e professores Nuno da Rocha, Ângela da Ponte, Igor C. Silva, Jean-François Lézé e Daniel Martinho, com divulgação de resultados a 30 de Setembro.

Mais informações em http://premio-composicao-vcastelo.blogspot.pt/ .

Duo brasileiro de piano a quatro mãos em Évora

Hoje, dia 12 de Maio, pelas 18h30, irá realizar-se um recital de piano a quatro mãos no auditório do Colégio Mateus d’Aranda, em Évora. Este recital, que integra o ciclo de concertos “Terças Musicais”, é organizado pelo CESEM – Pólo Universidade de Évora, em colaboração com a Escola de Artes da Universidade de Évora.

O programa do recital é composto pela Fantasia em fá menor Op. 103 de Franz Schubert, a Petite Suite de Claude Debussy, Ma mère l’oye de Maurice Ravel e Congada de Francisco Mignone, sendo interpretado pelo Duo Pianístico Alvim & Canton, constituído por Heron Alvim e Junia Canton Rocha.

Na próxima quinta-feira, dia 14 de Maio, Junia Canton Rocha irá realizar uma palestra entre as 9h e as 11h no auditório do Colégio Mateus d’Aranda sobre o tema “Inovação sonora em Noites do deserto de Almeida Prado e sua interpretação ao piano”.

Numa colaboração cujo início remonta a 1990, Heron Alvim e Junia Canton Rocha têm-se apresentado desde esse ano em várias séries de concertos no Brasil, tendo também realizado inúmeras gravações ao vivo, para a rádio e televisão. Participaram em masterclasses e festivais no Brasil e no estrangeiro, com especial destaque para Portugal, onde se apresentaram na Semana Internacional de Piano de Óbidos tocando para pianistas como Paul Badura-Skoda, Boris Berman ou Josep Colom. Durante este mês o grupo irá apresentar-se em vários recitais pelo país. Em Julho tem agendada uma participação na primeira edição do International Piano Week na Cushing Academy, Ashbunham (Massachusetts, E. U. A.).

Dia da Escola de Artes da Universidade de Évora

Comemora-se hoje, dia 11 de Maio, o dia da Escola de Artes da Universidade de Évora, com várias actividades ao logo desta segunda-feira. O programa de comemorações inicia-se no Colégio dos Leões com a sessão de abertura, que contará com a presença da Reitora da Universidade de Évora, Presidente da Câmara Municipal de Évora, Directora Regional da Cultura do Alentejo, Presidente da Entidade de Turismo do Alentejo, Director da Escola de Artes e Presidente da Associação Académica da UÉvora. Segue-se a inauguração da exposição de Arquitectura (no Atelier) com a actuação do Quarteto de Saxofones do Departamento de Música. Pelas 12h00 ocorrerá a exposição e projecção de vídeos no átrio do Colégio pelos alunos dos cursos de Arquitectura, Artes Visuais, Design e Teatro, sendo inaugurada a nova Galeria de Arte dos Alunos da Escola de Artes pelas 12h30. Entre as 14h30 e as 16h30 irão apresentar-se no átrio os alunos da classe de música de câmara dos professores Mauro Dilema e Hugo Assunção, o Quarteto de Trombones, Quarteto de Clarinetes e Trio de Flautas, seguindo-se a inauguração da exposição de Design e Artes Visuais e ainda uma exposição/workshop de Arquitectura, terminando com um workshop de jogo teatral por parte dos alunos do Curso de Teatro, coordenado pela Professora Isabel Bezelga.

Pelas 17h00 ocorrerá na Biblioteca do Colégio dos Leões a assinatura de protocolos de colaboração entre a Escola de Artes e a Direcção Regional da Cultura do Alentejo e Entidade de Turismo do Alentejo seguindo-se, pelas 17h30, uma sessão de homenagem ao Professor Doutor Jorge Araújo. As actividades no Colégio dos Leões terminam pelas 21h30 com a apresentação da peça D. João de Molière, com direcção e adaptação de Ana Tamen, pelos alunos do segundo ano do Curso de Teatro, com a colaboração de alunos do Departamento de Música.

O concerto de encerramento ocorrerá no auditório do Colégio Mateus d’Aranda, com a actuação do Coro do Departamento de Música, dirigido por Yan Mikirtoumov, e da Orquestra da Universidade de Évora, dirigida por Christopher Bochmann. Actuará ainda a Orquestra de Sopros da Universidade de Évora, dirigida por Hugo Assunção.

A Escola de Artes da Universidade de Évora foi constituída como uma unidade de investigação e ensino em 2010, com a publicação dos seus estatutos no Diário da República, 2.ª série, n.º 18, de 27 de Janeiro de 2010. Actualmente esta Escola engloba os cursos de âmbito artístico nas áreas da Arquitectura, Artes Cénicas, Artes Visuais e Música.

Simpósio sobre o ensino do instrumento musical em Évora

Amanhã inicia-se o IV Symposium on the Paradigms of Teaching Musical instruments in the 21st Century, prolongando-se até ao próximo Sábado. Este simpósio irá realizar-se no auditório do Colégio Mateus de Aranda, Escola de Artes da Universidade de Évora, e conta com investigadores nacionais e estrangeiros que debaterão as várias vertentes do ensino do instrumento musical não só através de uma perspectiva histórica mas também sobre os desafios e problemáticas com que os modelos herdados e actuais se deparam na actualidade e no futuro.

Será keynote speaker deste simpósio a professora Pamela Burnard, docente na Universidade de Cambridge, que tem vindo a desenvolver uma dinâmica actividade de investigação nas áreas da criatividade na música, artes, culturas, educação e indústria; artes digitais e prática nos media; tecnologia, na internet e desenvolvimento de aplicações assim como nas metodologias utilizadas nas artes.

Com a coordenação de Eduardo Lopes, docente no Departamento de Música, o simpósio é organizado pelo CESEM – Pólo Universidade de Évora / Universidade de Évora com o apoio do Instituto de Investigação e Formação Avançada e da Delta Cafés.

Dias da Música 2015 – algumas impressões (II)

Foi com a banda sonora dos filmes Star Wars e Mamma Mia que iniciei o percurso pelo recinto exterior do Centro Cultural de Belém. Em todo o lado se ouviam estes temas tocados pela Orquestra Geração, no Espaço Livre, um dos palcos reservados a agrupamentos de escolas de música e projectos educativos. Nesta tarde de domingo, o pátio estava repleto de um público que ora ouvia estes jovens músicos, ora passeava pelo pequeno mercado que ali tinha sido montado.

Dentro do edifício, este ambiente de festival também imperava, com pequenas bancas que vendiam livros, CDs e partituras, e a cada canto se ouviam ecos da música que era tocada no Coreto, também um palco aberto. Foi aqui que mais tarde ouvi os ‘Violinos’ do Colégio Moderno a tocarem Corelli, Vivaldi e Bartók, entre outros, numa reconhecida demonstração de  jovem virtuosismo.

Paralelamente, os Dias da Música 2015 apresentaram um repertório musical variadíssimo nas salas de concerto: da música medieval até à do século XX, passando também pela música do cinema português e por temas de Gershwin, como Summertime e I got Rhythm. Como não podia deixar de faltar, a música de Yann Tiersen também foi incluída, inspirando variações de António Victorino d’Almeida e Luiz Avellar em dois pianos, juntamente com Paulo Jorge Ferreira no acordeão.

É de referir também a presença e importância das obras do repertório clássico que foram utilizadas no cinema, como as delicadas peças para piano de Leoš Janáček No nevoeiro e Por um caminho repleto, tocadas na Sala Sophia de Mello Breyner por Aida Sigharian Asl, e que integram a banda sonora do filme A insustentável leveza do ser. A estas pequenas peças, talvez de popularidade menor no que toca à sua associação com o cinema, juntam-se também peças orquestrais e corais de carácter mais ‘épico’, como o Danúbio Azul, de Johann Strauss e o Requiem de Mozart, que nos transportam respectivamente aos filmes 2001, Odisseia no Espaço e ao The Big Lebowski.

Este Requiem foi interpretado pela Orquestra Metropolitana de Lisboa e pelo coro Voces Caelestes, com a participação dos solistas Anna Samuil (soprano), Cátia Moreso (meio-soprano), Bruno Ribeiro (tenor) e João de Oliveira (baixo). O concerto realizou-se no Grande Auditório pelas 19h, com a direcção musical de Leonardo García Alarcón.

Nas suas notas programáticas, Rui Campos Leitão faz uma breve referência às inúmeras histórias inverosímeis a que esta obra fúnebre foi sujeita, por não ter sido terminada pelo próprio Mozart, que entretanto morrera. Franz Xaver Sussmayr, um assistente do compositor, terminou a orquestração das partes do Sequentia e Offertorium e compôs as restantes, incluindo detalhes característicos da escrita de Mozart. É por este motivo que esta obra é por vezes associada à própria morte do compositor, quase como se fosse o seu próprio Requiem: pelo menos assim nos conta a história do filme Amadeus.

Tendo já cantado a parte coral deste Requiem, lembro-me de um relato – inverosímil, claro está – que assinalava a morte do próprio compositor num determinado acorde na secção do Offertorium, um acorde brevemente suspenso e com uma pesada carga dramática. Claramente que esta história é uma das muitas sem fundamento, mas bem exemplifica os ‘relatos inverosímeis’ a que Rui Campos Leitão se refere.

Num auditório cheio, o Voces Caelestes estabeleceu um ambiente de intimidade desde o início, destacando-se pelo seu som unificado, que se movia sem esforço por entre as dinâmicas contrastantes da obra. Criou momentos avassaladores em fortissimo, ou instantes quase inaudíveis de tensão, tendo sido particularmente notável na secção do Agnus Dei, talvez o momento musical mais bonito deste concerto.

Com a direcção-musical de García Alarcón, a Orquestra Metropolitana de Lisboa demonstrou também a unificação e maestria dos músicos, tendo apenas um momento menos bom na entrada das cordas do Lacrimosa. As cordas entraram hesitantes e com uma afinação pouco precisa, num pianíssimo que era frágil e pouco seguro, ganhando confiança apenas com a entrada do coro.

Ao contrário do coro e da orquestra, os solistas estavam pouco ensaiados e coordenados uns com os outros. As linhas do soprano e meio-soprano sobrepunham-se às vozes de Bruno Ribeiro e João de Oliveira, mantendo estas vozes masculinas em segundo plano e quebrando a possibilidade de equilíbrio musical, apesar da sua condição de solistas.

Samuil demonstrou uma projecção de voz incrível, com um timbre cheio e encorpado que parecia ser mais adequado para outro tipo de repertório. O caráter etéreo deste Requiem teria sido mais bem conseguido por uma soprano com um timbre mais cristalino. É importante sublinhar que não se está a por em causa a excelência e virtuosismo de Samuil, uma cantora com um timbre mais apropriado para uma obra de Wagner, ou para uma Salomé.

Não obstante, o concerto terminou com ‘vivas’ e ‘bravos’ do público, após a repetição de uma das secções do Requiem como encore.

 

Concurso de Composição Lopes-Graça 2015

Encontra-se aberto o 5.º Concurso Internacional de Composição Fernando Lopes-Graça, promovido pela Câmara Municipal de Cascais e pelo Museu da Música Portuguesa. Este ano, o concurso premeia obras inéditas para flauta solo.

Instituído em 1996, o Concurso de Composição Fernando Lopes-Graça tem por objectivo incentivar a criação musical, prestando homenagem ao compositor. Além de valor monetário, o prémio a atribuir contempla a primeira audição da obra vencedora e a sua publicação em partitura. Em edições anteriores foram galardoados compositores como Luís Tinoco, Sérgio Azevedo, Carlos Marecos e Vasco Mendonça, entre outros. Na edição de 2014, dedicada à guitarra, o júri atribuiu por unanimidade o Prémio a Marco de Biasi, que apresentou a obra Lumen et Umbrae, e Menções Honrosas às obras Tripoli, de Nuno Alexandre Sousa de Figueiredo, e Sonata per Chitarra, de Pedro Louzeiro.

 

 

As obras candidatas deverão ser submetidas até 16 de Outubro de 2015, em partitura e em CD. Os resultados serão anunciados publicamente no espaço de um mês, estando previsto para Dezembro (a 17 de Dezembro celebra-se o nascimento de Fernando Lopes-Graça) o concerto de estreia da obra galardoada. O júri do 5.º Concurso Internacional de Composição Fernando Lopes-Graça é constituído pelos compositores Sérgio Azevedo e Carlos Caires e pelo flautista Nuno Inácio.

Informações sobre as condições para a candidatura poderão ser consultadas no regulamento do concurso e a partir do contacto premio.lopes-graç[email protected].

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