Novo CD com obras de Eurico Carrapatoso

No próximo dia 28 de Março, Sábado, pelas 16 horas, terá lugar na Biblioteca Nacional de Portugal (Campo Grande, n.º 83, Lisboa), o lançamento do novo CD do Coro de Câmara de Lisboa, A CAPPELLA | SACRO, com obras corais sacras de Eurico Carrapatoso.

Este CD, com apoio da Direcção-Geral das Artes, tutelada pelo Secretariado de Estado da Cultura, trata-se de uma reafirmação da parceria de longa data entre o Coro de Câmara de Lisboa e o compositor Eurico Carrapatoso, da qual já resultou, em 2006, o CD A CAPPELLA – Eurico Carrapatoso.

 

 

Fundado em 1978 pela professora Teresita Gutierrez Marques como Coro de Câmara do Conservatório Nacional de Lisboa, o Coro de Câmara de Lisboa tem-se dedicado à interpretação de obras portuguesas e estrangeiras desde o período renascentista aos nossos dias. Conta com inúmeras actuações fora do país, em palcos de Espanha, França, Bélgica, Holanda, Itália, Alemanha, Áustria, Reino Unido, Canadá, Estudos Unidos da América, Brasil, Uruguai, Argentina, México, Cuba, Macau e Cabo Verde, tendo ganho o primeiro e o terceiro prémios na categoria de Polifonia no Concurso Internacional de Coros de Tolosa (Espanha), bem como prémios na categoria de Música Popular.

O Coro efectuou já várias gravações em disco e para rádio, televisão e cinema, sendo este CD em específico o mais recente de uma já vasta discografia.

A maestrina e fundadora, Teresita Gutierrez Marques, é licenciada pela Faculdade de Música da Universidade das Filipinas, onde integrou o Coro Madrigal da mesma universidade, dirigido por Andrea Veneracion. Enquanto bolseira do Governo Espanhol, frequentou a classe de Polifonia do XXI Curso Internacional de Música de Compostela com direcção de Angel Botia, tendo leccionado nos Cursos de Verão da Universidade da Califórnia em 1984. Actualmente desempenha funções docentes na Escola de Música do Conservatório Nacional e na Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo, em Linda-a-Velha.

 

‘O carnaval dos animais’ na Biblioteca Pública da Horta

O auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, na cidade da Horta, irá acolher nos próximos dias 18 e 19 de Março, pelas 10h00, um recital de piano a quatro mãos. Com um carácter pedagógico, os recitais são promovidos pelo Museu da Horta, que os integra na sua programação de actividades educativas, especialmente endereçadas às escolas e a um público mais jovem.

O programa é composto exclusivamente pela suíte O carnaval dos animais de Camille Saint-Säens, na sua versão para piano a quatro mãos, que será interpretada pelos pianistas Olga Gorobets e Marcello Guarini, ambos professores na escola de ensino artístico integrada na Secundária Manuel de Arriaga da cidade da Horta.

Com vista a uma maior sensibilização do público mais jovem e no seguimento do sucesso anterior de iniciativas deste tipo, será realizada em simultâneo uma projecção de imagens alusivas à temática de cada um dos andamentos da suíte, que estará a cargo de Aurora Ribeiro. Este evento conta com o apoio do Governo Regional dos Açores, através da Direcção Regional da Cultura.

Olga Gorobets nasceu em São Petersburgo. Em 1978 concluiu com menção honrosa o Curso Complementar de Piano no Colégio Estatal de Música de Simferopol. Prosseguiu os seus estudos no Conservatório Superior do Estado em Lviv (Ucrânia), concluindo o curso em 1984. Iniciou a sua actividade pedagógica em 1978, na Escola Musical de Sevastopol. Em 1998 começou a leccionar Piano na Academia de Música da Ilha Graciosa sendo, desde 2000, professora de Piano no Conservatório Regional da Horta. Em paralelo com a sua actividade pedagógica, realiza regularmente recitais como pianista solista e integrando vários agrupamentos de música de câmara.

Marcello Guarini concluiu o Curso Superior de Piano no Conservatório Domenico Cimarosa de Benevento (Itália) em 1989. Posteriormente estudou em Bari e, mais tarde, em 1993, participou na masterclasse do pianista Edson Elias em Coimbra. Realizou vários concertos, quer a solo, quer em diferentes formações de música de câmara, realizando actuações em várias cidades italianas, do continente português e no arquipélago açoriano. Foi professor na Academia de Música de Évora e no Conservatório Regional do Baixo Alentejo. É actualmente professor no Conservatório Regional da Horta.

Compositor brasileiro vence Prémio Joaquim Simões da Hora

Repete-se este ano, pela segunda vez, o Festival Internacional In Spiritum, no Porto, com a estreia da obra vencedora do Prémio Joaquim Simões da Hora.

O Festival In Spiritum propõe aos participantes apreciar música em espaços emblemáticos da cidade do Porto, procurando favorecer, nas palavras do seu director artístico, Marco Brescia, a introspecção e contemplação. Em 2014 o festival estendeu-se por seis concertos e passou pela Casa do Infante, o Claustro do Mosteiro de São Bento, a Igreja de São Lourenço, a Igreja de São Bento da Vitória, a Igreja de Santa Clara e a Sé do Porto. No presente ano decorre entre 30 de Abril e 3 de Maio e a programação será anunciada em breve.

A grande novidade deste ano foi a criação do Concurso de Composição Festival In Spiritum / Prémio Joaquim Simões da Hora, em co-produção com a Artway, sob direcção de Tiago Hora e Vanessa Pires. O concurso homenageia Joaquim Simões da Hora, importante organista e pedagogo português, e na primeira edição destinou-se a premiar uma composição inédita para os dois órgãos, a ser interpretada na recém-restaurada Igreja dos Clérigos. Fizeram parte do júri Nuno Côrte-Real, João Vaz e Javier Artigas. O grande vencedor, anunciado no dia 9 de Março, foi Daniel Bondaczuk de Castro Lobo, com a obra Cantate Domino Canticum Novum.

 

 

Daniel Bondaczuk de Castro Lobo é natural do Brasil mas vive actualmente nos Estados Unidos da América onde frequenta o curso de mestrado em composição na Middle Tennessee State University. O órgão não é um instrumento estranho para ele. Pianista e organista, tem-se apresentado em concerto com regularidade. Foi músico na Catedral Anglicana de São Paulo e, entre 2010 e 2014, participou nos concertos semanais organizados pela professora Elisa Freixo em Tiradentes, Brasil. Foi aí que contactou pela primeira vez com o órgão ibérico. Enquanto compositor, Bondaczuk começa a obter algum reconhecimento. Gloria, para coro e órgão, recebeu o primeiro prémio do concurso de composição de comemoração dos 150 anos da Igreja Episcolpal de St. Mark, em Evanston, Estados Unidos, enquanto que A Procissão, para quinteto de sopros, figurou na final do concurso de música de câmara da South Dakota Symphony.

A cerimónia de entrega do prémio irá ocorrer no dia 2 de Abril nos Paços do Concelho da Câmara Municipal do Porto e é aberta ao público. A obra será estreada no concerto de encerramento do Festival Internacional In Spiritum, marcado para 3 de Maio na Igreja dos Clérigos, e terá a interpretação do organistas João Vaz e Javier Artigas.

Prémio Jovens Músicos 2015: candidaturas abertas

A Rádio e Televisão de Portugal e a Antena 2 já anunciaram a 29.ª edição do Prémio Jovens Músicos, que se destina a músicos portugueses e estrangeiros residentes em Portugal e que se estrutura em três categorias: a Categoria A, modalidade de solista (saxofone, violeta, violoncelo e canto, no nível superior, e trompete e oboé no nível médio), Categoria de B, referente a música de câmara (nível superior e médio, grupos até sexteto) e Categoria C, música barroca (grupos até sexteto).

Até ao dia 19 de Abril de 2015, os concorrentes de nacionalidade portuguesa deverão preencher o formulário de inscrição, anexando uma fotografia e a digitalização do bilhete de identidade ou cartão de cidadão, e submeter até ao dia 10 de Maio de 2015 as gravações áudio das obras escolhidas para a pré-eliminatória, não sendo aceites gravações vídeo. Os candidatos vencedores de edições anteriores não serão admitidos a concurso, excepto aqueles que tenham ganho no nível médio e pretendam recandidatar-se no nível superior.

Além da pré-eliminatória, o Prémio Jovens Músicos 2015 é constituído por uma eliminatória e uma final, seguindo-se-lhe a eleição do ‘Jovem Músico do Ano’, seleccionado entre os vencedores do primeiro prémio do concurso.

As eliminatórias de todas as categorias e modalidades realizar-se-ão de 18 a 24 de Julho de 2015, na Casa da Música, no Porto, sendo os resultados das provas anunciados no sítio em-linha do Prémio Jovens Músicos após a deliberação do júri, constituído por Maria Teresa de Macedo e Vasco Barbosa. As finais decorrerão de 30 de Agosto a 3 de Setembro de 2015 na Escola Superior de Música de Lisboa. Serão atribuídos três prémios para todas as modalidades das categorias A, B e C.

Após a realização do concurso, decorrerá o 5.º Festival Jovens Músicos, entre 30 de Setembro e 2 de Outubro de 2015, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, que contará com a participação dos vencedores do Prémio Jovens Músicos, do vencedor do Prémio Maestro Silva Pereira e do ‘Jovem Músico do Ano’. O festival terá também três painéis de discussão e contará com a presença de jovens e agrupamentos laureados em edições anteriores.

 

 

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Grandes obras de música de câmara em Évora

No próximo dia 15 de Março, pelas 18h00, irá realizar-se um recital de música de câmara na igreja do Convento dos Remédios em Évora, sede da Associação Musical de Évora – Eborae Musica.

O programa, com o título Grandes obras de música de câmara, é composto por três trios para clarinete violoncelo e piano: o Trio em lá menor op. 114 de Johannes Brahms, o Trio de Nino Rota e o Trio em ré menor op. 120 de Gabriel Fauré, originalmente para violino, violoncelo e piano, que irá ser apresentado na sua versão para clarinete. Os intérpretes serão Bruno Nogueira (clarinete), Tiago Ribeiro (violoncelo) e António Cebola (piano) em mais uma parceria entre os solistas da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras e a Associação Musical de Évora – Eborae Musica.

Bruno Nogueira, natural de Cascais, estudou na Escola de Música do Conservatório Nacional, concluindo o curso de Clarinete na classe do professor Rui Martins. Concluiu o curso de Clarinete na Escola Superior de Música de Lisboa com 18 valores, na classe do professor Manuel Jerónimo. Participou em vários cursos de aperfeiçoamento com professores como Guy Deplus, Alain Damiens, Paul Meyer, Karl Leister, Lorenzo Coppola, Antony Pay e Walter Boykens, entre outros. Em 2004 foi premiado no concurso de clarinete ‘Costa Azul’ com o 3.º prémio e em 2007 obteve o 2.º prémio clarinete classe superior no concurso ‘José Augusto Alegria’. Em 2011 foi agraciado com uma referência elogiosa por parte do ex-presidente da República Dr. Jorge Sampaio. Em 2005 ingressou na Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana, onde ocupa o cargo de clarinete solista. Colaborou com diversas orquestras, destacando-se a Orquestra de Câmara Portuguesa, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras e Orquestra de Clarinetes de Almada.

Tiago Ribeiro iniciou os estudos musicais com seu pai, ingressando mais tarde na Academia de Música de Santa Cecília, na classe do professor Celso de Carvalho, estudando ainda com o professor Levon Mouradian. Prosseguiu os estudos com o professor Luís Sá Pessoa, concluindo o Curso Complementar de Violoncelo. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian de 1993 a 1997. Em 1997 ingressou na Escola Superior de Musica de Lisboa, onde concluiu a Licenciatura na classe da professora Clélia Vital. Frequentou masterclasses de violoncelo com Clélia Vital, Josephine Knight e de orquestra com Bertrand Broudier. Tem colaborado com várias orquestras entre as quais a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Sinfonietta de Lisboa, Orquestra do Baixo Alentejo, Orquestra de Câmara de Braga, Orquestra Clássica do Algarve e Orquestra Juvenil Cidade de Évora.

António Cebola iniciou os seus estudos de piano com Eurico Rosado no Instituto Gregoriano de Lisboa. Em 2008 concluiu a Licenciatura em piano na Escola Superior de Música de Lisboa na classe do professor Jorge Moyano. Concluiu o mestrado em piano na Universidade de Évora, na classe do professor António Rosado. Participou em masterclasses de Fausto Neves, António Rosado, Jurgis Karnavicius, Jörg Demus, Paul Badura-Skoda, Sequeira Costa e Konstantin Scherbakov, entre outros. Actuou, como solista, com a Orquestra do Algarve, sob a direcção de Osvaldo Ferreira, e a Orquestra de Sopros da Escola Superior de Música de Lisboa, sob a direcção de Alberto Roque. Em 2006 obteve o 2.º prémio ex-aequo na categoria de menores de 21 anos no XIII Concurso Internacional de Piano Maria Campina.

Verão Clássico: uma academia internacional

Encontram-se abertas as inscrições para participação nas masterclasses de instrumento e música de câmara da ‘Verão Clássico – Academia Internacional de Música de Câmara’, que irá decorrerer em Lisboa de 27 de Julho a 1 de Agosto.

A Academia Internacional de Música de Lisboa é um projecto artístico e pedagógico dirigido por Filipe Pinto-Ribeiro e dirige-se a estudantes, músicos profissionais e professores que queiram aprofundar as suas competências musicais. Os participantes podem inscrever-se como solistas ou em agrupamento de música de câmara e terão acesso a três aulas orientadas por professores do seu instrumento. Podem também candidatar-se ao Prémio Verão Clássico (nas categorias de instrumento ou de música de câmara), assistir aos concertos do Festival de Música de Câmara e a outras masterclasses. Têm ainda acesso a salas de estudo e à oportunidade de serem seleccionados para tocar no concerto de encerramento, no dia 1 de Agosto. Nas aulas serão trabalhados aspectos técnicos e interpretativos das obras escolhidas pelos participantes. A Academia Internacional de Música está igualmente aberta a ouvintes interessados em assistir às masterclasses e aos concertos do Festival de Música de Câmara.

As masterclasses serão orientadas por músicos de renome internacional: Filipe Pinto-Ribeiro (piano), Pavel Nersessian (piano), Benjamin Schmid (piano), Gérard Caussé (violeta), Gary Hoffman (violoncelo), Abel Pereira (trompa) e Pascal Moraguès (clarinete).

Existem 84 vagas para as masterclasses e as inscrições são aceites pela ordem de chegada, estando prevista a pré-selecção dos candidatos apenas caso o número de inscrições o justifique. A inscrição deve ser formalizada por correio electrónico e incluir ficha de inscrição, curriculum artístico, gravação de 3 a 10 minutos de duas obras distintas, documento de identificação, fotografia tipo passe e comprovativo de pagamento da propina. Aconselha-se a leitura atenta do regulamento, calendário e de outras informações aqui.

Verão Clássico – Academia Internacional de Música de Lisboa irá decorrer no Centro Cultural de Belém e conta com os apoios da Metropolitana, de Buffet Crampon & Cie. Paris, de Gebr. Alexander e de Thomastik Infeld Vienna.

Arte, Música e Devoção nos Mosteiros da Ordem de Cister

Decorrerá nos próximos dias 20 e 21 de Março o Seminário Internacional ‘Arte, Música e Devoção nos Mosteiros da Ordem de Cister’ na Casa Museu de Monção, Universidade do Minho. O seminário é organizado pela Universidade do Minho e o projecto ‘Orfeus — A reforma tridentina e a música no silêncio claustral: o mosteiro de S. Bento de Cástris’, em conjunto com a Universidade da Beira Interior, Universidade de Évora e Universidade dos Açores, contando com o apoio da Câmara Municipal de Monção.

O programa encontra-se dividido em três sessões distribuídas pelos dois dias, com a primeira sessão a decorrer no dia 20, a partir das 17h, onde se falará sobre o lugar dos cistercienses na fundação e destinos de Portugal e a influência na prática musical e devocional do mosteiro de S. Bento de Cástris das disposições do Concílio de Trento e Constituições do Arcebispado de Évora. Segue-se um concerto subordinado ao tema da música nos conventos femininos do século XVII, dirigido por Magna Ferreira, na Igreja do Convento dos Capuchos. A primeira sessão do dia 21 tem como tema ‘As Ordens Religiosas em Portugal no período moderno’, incidindo sobre a arte e a música nos ambientes monásticos portugueses e espanhóis. A segunda sessão tem como tema ‘O Concílio de Trento e as expressões da devotio moderna: das determinações conciliares às realidades locais’, sendo dedicada exclusivamente ao papel da música no mundo monástico cisterciense.

A comissão científica deste seminário é composta por Ana Maria Tavares Martins (Universidade da Beira Interior), Antónia Fialho Conde, Filipe Mesquita de Oliveira, Vanda de Sá (Universidade de Évora), Elisa Leça, José Viriato Capela (Universidade do Minho) e Margarida Sá Nogueira Lalanda (Universidade dos Açores).

Compositores portugueses à conversa

Prossegue no próximo dia 14 de Março às 17h o ciclo Conversas com Compositores Portugueses Contemporâneos, organizado pelo Atelier de Composição. Isabel Soveral é a convidada da nona sessão.

A livraria Gato Vadio, na Rua do Rosário, 281, Porto, serve de ponto de encontro para estas Conversas. Trata-se de um ciclo de debate em torno das obras e do trabalho do compositor convidado. A próxima sessão recebe Isabel Soveral à conversa com o também compositor Jaime Reis (que foi o convidado da sessão anterior).

Isabel Soveral, compositora nascida em 1961, possui uma carreira relevante de apresentação da sua obra em concerto e participação em diversos festivais nacionais e internacionais. Editou em CD várias composições: Opium I e II para clarinete solo, in Música Portuguesa Contemporânea, Portugalsom e Strauss, 1995; Quadramorphosis para quatro percussionistas e fita magnética; Opium II para clarinete solo, in Três Compositoras Portuguesas, EMI Classics, 1995; Momento I, para piano solo, Sociedade de Música Contemporânea de Barcelona, 1995; Anamorphoses III, Musicoteca, Lisboa, 1996; Anamorphoses VI (versão sem electrónica), in In Memorian Jorge Peixinho, Editora Nova Música; Inscriptions sur une peinture, Heart, Editora Capella, 2001; Mémoires d’Automne / Quadro II, in Nova Música par Flauta, Editora Numérica, 2001. Foi aluna de Joly Braga Santos e Jorge Peixinho no Conservatório Nacional e é, desde 1995, professora de Composição no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro.

O ciclo Conversas com Compositores Portugueses Contemporâneos começou a 29 de Março de 2014 com Rui Penha e, desde então, uma vez por mês, tem vindo a dar a conhecer o trabalho, interesses e motivações de compositores portugueses em actividade. Já se sentaram à conversa Miguel Azguime, Luís Antunes Pena, António Sousa Dias, Álvaro Salazar, António Chagas Rosa, Virgílio Melo e Jaime Reis. Mais informação sobre este ciclo pode ser consultada aqui.

O Atelier de Composição é uma associação cultural dedicada à divulgação e promoção da música portuguesa contemporânea em actividade desde 2001. Tem procedido à publicação de algumas partituras e do conjunto de monografias Compositores Portugueses Contemporâneos, no âmbito do qual foram já editados estudos sobre a obra de Cândido Lima, João Pedro Oliveira e Álvaro Salazar. Estará para sair este ano o volume dedicado a Filipe Pires e estão em preparação volumes sobre Luís Antunes Pena, Clotilde Rosa e António de Sousa Dias. Promove também concertos, conferências e exposições. As actividades do Atelier de Composição e mais detalhes sobre o seu programa, edições e historial pode ser consultado aqui.

OJ.COM em Ponta Delgada

O Conservatório Regional de Ponta Delgada acolhe a edição de 2015 da Orquestra de Jovens dos Conservatórios Oficiais de Música (OJ.COM), naquela que será a XIV edição deste estágio. Em parceria com o Teatro Micaelense, o estágio decorre de 16 a 20 de Março, tendo nesta edição sido convidado para director artístico o maestro Ernst Shelle. Para além dos conservatórios oficiais de música, estarão presentes na edição deste ano alunos das escolas de ensino artístico integradas na Escola Básica e Secundária Tomás de Borba de Angra do Heroísmo e da Escola Secundária Manuel de Arriaga da Horta. O estágio culmina com um concerto da orquestra a 21 de Março, pelas 21h30, no Teatro Micaelense, com um custo de entrada de €2,50 euros.

De origem alemã, Ernst Shelle está actualmente radicado na Suíça. Iniciou a sua carreira como chefe de orquestra em 1968. De 1979 a 1984 foi director da Orquestra de Besançon. Desde 1985 é frequentemente convidado para dirigir orquestras por toda a Europa. De 1990 a 1994 foi maestro convidado permanente da Orquestra de Poitou-Charentes. Dirigiu vários concertos no Festival de Inverno de Sarajevo, tendo realizado uma gravação para CD com a Orquestra Filarmónica dessa cidade. Paralelamente à actividade de maestro, tem desenvolvido uma intensa actividade pedagógica, sendo convidado para cursos de direcção de orquestra. Foi director musical da Academia Internacional de Pontarlier (França) de 1985 a 1992. Em 1994 funda a Associação AIDIMOS (Academia Internacional de Interpretação Musical para Orquestra Sinfónica) em Saintes (França), que reúne anualmente mais de uma centena de músicos. É director musical da Opéra du Rhone en Valais (Suíça) onde tem dirigido grandes produções como La Nique à Satan de Frank Martin, Le petit roi qui pleure de Emile Jacques-Dalcroze e Carmen de Georges Bizet. Desde 1999 é maestro e director artístico convidado da Orquestra Associação Nacional do Ensino Profissional de Música e Artes.

 

A OJ.COM em 2013

 

O projecto Orquestra de Jovens dos Conservatórios Oficiais de Música foi iniciado em 2002 pelos Conservatórios públicos nacionais (Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Lisboa, Funchal e Ponta Delgada) com o objectivo de proporcionar aos alunos das escolas públicas do ensino especializado em música a oportunidade de um estágio intensivo de trabalho de orquestra. A orquestra reúne-se anualmente em estágio, rotativamente por cada uma das escolas envolvidas. Os alunos, num total de oitenta, são selecionados nos vários conservatórios pelo maestro que assume a direcção artística, convidado pelo conservatório organizador, sendo os ensaios de naipe também assegurados pelos professores do conservatório organizador.

Recital de Clarinete no Museu de Évora

Realizar-se-á amanhã, dia 11 de Março, pelas 18h00, um recital de Clarinete no Museu de Évora. Este evento é co-organizado pelo Museu de Évora e a Escola de Artes da Universidade de Évora.

O programa compõe-se exclusivamente de obras para clarinete solo, com a adaptação para clarinete da Partita em lá menor para flauta solo BWV 1013 de J. S. Bach, as Três peças para clarinete solo de Igor Stravinsky e a Sonata para clarinete solo de Edison Denisov. Estas obras serão interpretadas por Leonel Quinta, aluno do Departamento de Música da Escola de Artes da Universidade de Évora na classe da professora Ana Maria Santos.

Este recital surge no âmbito da já longa colaboração do Museu de Évora com a Escola de Artes da Universidade de Évora para a apresentação musical de alunos e agrupamentos do Departamento de Música desta Escola no âmbito das actividades culturais do Museu.

O Museu de Évora, que este ano completa o primeiro centenário de existência, conserva cerca de vinte mil peças distribuídas por colecções de pintura, escultura e arqueologia. O seu núcleo principal tem origem numa colecção setecentista de grande diversidade e abrangência, organizada pelo Arcebispo de Évora Frei Manuel do Cenáculo. Este núcleo foi organizado de forma a articular todos os campos do conhecimento, formando uma “biblioteca-museu” com uma funcionalidade didáctica de acordo com o pensamento do século XVIII. O espólio do Museu foi significativamente alargado com a extinção das Ordens Religiosas, beneficiando as colecções de pintura e escultura. A realização de inúmeras escavações arqueológicas durante o século XX, principalmente sobre a Pré-História e o período Romano, veio enriquecer o espólio, aprofundando a relação com a história da cidade e da região.

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