A Escola de Música de Esposende (EME) comemorou o seu 40.º aniversário no sábado passado, 17 de outubro, com um concerto na igreja do Mosteiro de São Romão de Neiva.
O concerto comemorativo marcou o início da temporada 2026/2027 da Escola Coral de Esposende, cujo mote é Whānau – A alegria de cantar e criar em conjunto, «palavra Maori que designa a família alargada», explica a instituição. Os coros foram dirigidos por Helena Venda Lima, que também assumiu a direcção artística do espectáculo, ao lado de Diogo Zão no piano e Filipe Monteiro na percussão.
O coro Ars Vocalis interpretou o motete de Anton Bruckner Locus Iste e duas peças de compositores norte-americanos: Good Night, Dear Heart de Dan Forrest e O Love de Elaine Hagenberg. Seguiu-se Ela non tornou máis de Juanjo Rodal e um arranjo de Daniel Jackson da música sul-africana Hlohonolofatsa.
O Coro de Pequenos Cantores de Esposende, segundo a organização, «apresentou um programa que parte das raízes portuguesas para preservar a tradição, reinventá-la através da escrita coral». O coro cantou Senhora da Bonança e São Lourenço (arranjos de António Capitão Ribeiro), Coro das Maçadeiras (arranjo de Mário Nascimento), Cantate Domino de Charlotte Botha, a canção tradicional canadiana Vichten e o espiritual Go Down Moses.
No final do concerto, os dois coros juntaram-se para cantar Baba Yetu de Christopher Tin e Tshotsholoza, uma canção tradicional da África Meridional.
Hoje, cerca de 600 alunos frequentam os cursos do ensino artístico especializado, os cursos livres, a Escola Coral de Esposende (Coro de Pequenos Cantores, Ars Vocalis, Sonus Aura), as oficinas de teatro e a companhia Boca de Cena. À parte destes alunos, graças à parceria com a Câmara Municipal de Esposende, entidade fundadora da escola, há também 1600 crianças do pré-escolar e do 1.º ciclo do concelho que beneficiam do projecto educativo da EME.
No discurso de abertura, o diretor pedagógico Carlos Pinto da Costa, segundo comunicado da escola, «recordou os fundadores António Nogueira e Macau Filipe e todos os que há quatro décadas acreditaram que Esposende precisava de um lugar onde se aprendesse música e de um espaço de cultura ao serviço da comunidade»
Fotografia: © Jorge Ferreira