Glosando 2021 — Editorial

O vigésimo número da Glosas, qual fecho de ciclo, celebrou o décimo aniversário do MPMP Património Musical Vivo. Neste novo número, o primeiro de um futuro outro, renasce a vontade de celebrar a música e os músicos portugueses, articulando passado e presente, como desde sempre reza a missão da nossa plataforma.

 

 

Duas efemérides se impõem: os cem anos de Jorge Listopad, os cem anos de Fernando Corrêa de Oliveira.

No primeiro caso, a evocação do encenador faz-se aqui com a reprodução de alguns excertos de textos seus com referência à música. Trata-se de uma seleccção que serviu à dramaturgia do espectáculo que o MPMP promoveu no Teatro Meridional, no dia do centésimo aniversário de Listopad, e que contou com a recitação de A. Baião-Pinto e o piano de Diana Botelho Vieira, este em torno de Leoš Janáček, Filipe Pires, Jorge Peixinho e Constança Capdeville, compositores que lhe eram próximos. Para o próximo ano fica agendada ainda a estreia de uma nova versão d’O diário de um desaparecido de Janáček, uma partitura com intervenção de Miguel Resende Bastos, o nosso Prémio Musa 2020, e do actor e encenador Miguel Loureiro.

No segundo caso, falamos seguramente de um dos nomes mais esquecidos da criação musical portuguesa do século XX. Pianista, mais tarde compositor e pedagogo, Corrêa de Oliveira marca a invenção musical do nosso país como poucos marcaram. Para lembrá-lo, o MPMP promoveu a gravação da integral do ciclo 50 peças para os 5 dedos, interpretado pelo jovem pianista Alexander Stretile, bem como a reedição digital de discos LP históricos, em que colaboraram, entre outros, a pianista Helena Sá e Costa. Estes registos podem já ser escutados nas plataformas digitais habituais. Entretanto, o maior desafio do centenário foi o da revisitação da primeira ópera infantil portuguesa, O cábula, a que se juntou, em bonita homenagem, a estreia absoluta de uma nova ópera infantil de Sérgio Azevedo, quem mais se tem dedicado a estes repertórios na nossa contemporaneidade. Inclui-se neste dossiê especial, como não poderia deixar de ser, uma reportagem sobre este projecto, bem como contributos de Isabel Rei Samartim e de Joana Resende, e uma brevíssima entrevista a Daniel Oliveira, filho do compositor, que nos permitem maior aproximação ao pensamento do autor de Simetria sonora.

Lembramos ainda uma ausência irreparável e muito recente, a do violoncelista Paulo Gaio Lima, intérprete de excelência, coração de inexcedível generosidade para um sem fim de músicos nossos amigos. Ausência, por isso, apenas física, porquanto o seu legado permanece. E entrevistamos duas figuras que nos são também muito queridas e que foram muito importantes no percurso da associação: Leonor de Lucena Sibertin-Blanc, em tempos professora de italiano no Conservatório Nacional, e José Maria Pedrosa Cardoso, musicólogo. Por fim, os nossos associados Isabel Pina e Martim Sousa Tavares trazem-nos — afinal bem a propósito do dossiê dedicado a Corrêa de Oliveira — duas visões sobre o ensino da música: a primeira revisitando o labor do pedagogo e compositor Luiz de Freitas Branco, o segundo reflectindo a partir do pensador e desenhador Francesco Tonucci.

O destaque de capa vai para Sara Ross, voz inspiradora da mais jovem geração de compositores portugueses, e um dos nomes que estará bem presente na agenda do MPMP do próximo ano, a quem agradecemos a beleza da sua música e a gentileza com que aceitou ser entrevistada para este número da revista.

Boas leituras, boas descobertas!

 

 

 


A revista Glosas n.º 21 pode ser encomendada através de [email protected] .

Boas Festas, Senhor Natal

O Teatro Angrense, na ilha Terceira, nesta sexta-feira à noite, acolhe a estreia da nova ópera Boas Festas, Senhor Natal!, projecto do compositor picoense Antero Ávila e do escritor terceirense Álamo Oliveira.

A ideia partiu de Duarte Gonçalves Rosa, assessor do Governo Regional na elaboração da Temporada Cultural, procurando a dinamização de diversos agentes culturais, e a ópera foi pensada tendo em conta as características das salas de espectáculos dos Açores e dos coros da Região.

O libreto trata da história do nascimento de Jesus, enquadrada porém nos tempos actuais, e reflectindo em particular sobre o drama dos refugiados. Segundo a sinopse, a ópera “é um apelo a que cada um de nós não se demita das suas responsabilidades de construir um mundo de justiça, de paz e felicidade para todos. Tal como há dois mil anos, no ventre de uma Mulher cabe a vida da humanidade inteira, sobretudo a dos que sofrem. E a estrela do oriente lá está, a lançar o seu brilho de esperança, num mundo melhor”.

 

 

Juntou-se para o efeito uma equipa de mais de oitenta colaboradores, entre coralistas (coro infantil, Coro Tibério Franco e Coro Tomás de Borba da Academia Musical da Ilha Terceira), cantores solistas, instrumentistas e actores do Grupo de Teatro Alpendre.

No Sábado à tarde a ópera volta a ser apresentada e, em 2022, vai chegar ao Pico, Faial e São Miguel, não com os coralistas e instrumentistas da Terceira mas sim com o envolvimento dos músicos e coros dessas ilhas.

Com duração superior a uma hora, esta ópera é a peça mais longa que alguma vez Antero Ávila escreveu. Natural da Ilha do Pico, onde nasceu em 1973, iniciou os estudos musicais com o seu tio Custódio Garcia, ainda antes de aprender a ler e escrever. Já com a idade de sete anos teve aulas particulares de piano com Josefina Canto e Castro. Aos catorze anos assumiu a direcção artística da Filarmónica União Artista de São Roque do Pico. Ingressou no Conservatório Nacional, em Lisboa, onde foi aluno de Jorge Peixinho e Álvaro Salazar. Entrou para a Escola Superior de Música de Lisboa e completou a Licenciatura em Composição. Foi aluno de Carlos Caires, Sérgio Azevedo, Christopher Bochmann, Eurico Carrapatoso e António de Sousa Dias. Enquanto estudante, teve ocasião de ouvir tocadas algumas das suas obras em Lisboa e no Porto. Voltou depois à Terceira onde fixou residência e onde é professor de Análise e Técnicas de Composição e de Acústica no Conservatório Regional de Angra do Heroísmo. Tem integrado diversos agrupamentos como instrumentista de tuba e de baixo eléctrico. Actualmente, divide a sua actividade docente com a actividade de compositor, maestro e instrumentista. Nesta sequência, tem escrito várias obras para coro e orquestra, música de câmara e para banda sinfónica.

 


 

Elenco
Helena Castro Ferreira – soprano
Glória Pimentel – soprano
Maria Ávila – mezzo soprano
Liliana Silva – contralto
Marios Maniatopoulos – tenor
Mário Silva – tenor
Afonso Silveira – tenor
Hélder Ferreira – tenor
José Corvelo – barítono
Fábio Silveira – barítono
Miguel Maduro Dias – baixo-barítono
Luís Carlos Pacheco – baixo
Paulo Barcelos – baixo
Ricardo Henriques – baixo
Rui Baeta – no papel de Senhor Natal

Coro infantil (direcção: Cristina Pureza)
Coro Tibério Franco (direcção: Ricardo Henriques)
Coro Tomás de Borba da AMIT (direcção: Alla Lanova)

Actores do Grupo de Teatro Alpendre, sob a direcção de Markus Trovão

Orquestra sob a direcção de Antero Ávila

Composição da Orquestra 
Flauta – Mikhayl Roussal
Oboé – Tiago Marques
Clarinete – Taras Poustovgar
Trompa – Edgar Marques
Trompete – Paulo Borges
Trombone – Miguel Moutinho
Tímpanos – Bruno Oliveira
Primeiros violinos – Elena Kharambura (concertino), Rebeca Roxo, Sofia Francisco e Veronika Taraban
Segundos violinos – Jacinto Neves, Daniela Dahmen Quintas e Francisco Festa
Violetas – Ostap Kharambura e José João Silva
Violoncelos – Orest Gritsiouk e Denis Poustovgar
Contrabaixo – Paulo Cunha

RPM procura Editor Geral

A SPIM, Sociedade Portuguesa de Investigação em Música, o INET-md, Instituto de Etnomusicologia — Centro de Estudos em Música e Dança, e o CESEM, Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical, procuram candidatos para o cargo de Editor Geral da Revista Portuguesa de Musicologia (RPM, 2.ª série).

A RPM é uma revista digital e de acesso livre, com arbitragem científica segundo o método da revisão por pares, aberta a todas as áreas da investigação em música, que aceita trabalhos em domínios tais como a musicologia histórica, a etnomusicologia, a análise e a tecnologia musical, investigação em criação e performance musical, a sociologia e a psicologia da música, o som e os estudos em música popular. São também bem-vindas perspectivas humanísticas e tecnológicas inter- e multidisciplinares em torno da música e do som.

 

 

De periodicidade semestral, publica tanto artigos de investigação como recensões de livros, gravações e filmes. O número de Maio é um dossiê temático, o de Novembro é aberto. O inglês e o português são as principais línguas de publicação, mas são também aceites artigos em espanhol, francês e italiano. Para além de texto, os artigos podem incluir outros media digitais.

Os candidatos interessados devem enviar uma carta de intenções que descreva a sua experiência editorial e (ou) administrativa anterior, o seu actual contexto institucional, e as principais razões por que gostariam de trabalhar como editores da RPM.

O edital está disponível aqui.

Vem aí festa! — Os 50 anos de João Madureira

Iniciativa de um conjunto de amigos músicos que se juntaram para fazer a festa, a partir de uma ideia de Miguel Azguime, realizar-se-á um concerto de celebração dos 50 anos do compositor João Madureira no próximo dia 12 de Dezembro, às 19h30, no O’Culto da Ajuda. Participarão solistas do Sond’Ar-te Electric Ensemble, o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa e o Coro da Escola Superior de Música de Lisboa.

O concerto abrirá com a estreia absoluta de Open Inclusion (2020-2021), para clarinete solo, partitura que será interpretada por Nuno Pinto. Depois, a flauta de Sílvia Cancela e o piano de Elsa Silva interpretarão Encontro (2000), seguindo-se a estreia portuguesa de Somente (1999), sobre poema de António Franco Alexandre, para meio-soprano, flauta e guitarra, com interpretação de Susana Teixeira, João Pereira Coutinho e Paulo Amorim, respectivamente.

O Grupo de Música Contemporânea de Lisboa apresentará, seguidamente, a obra Coração (2015), sob a direcção de Vasco Pearce de Azevedo, e o Coro da Escola Superior de Música de Lisboa, regido por Paulo Lourenço, fechará o programa com outra estreia absoluta: Redobra, para Adília (2017-2021), um ciclo de sete poemas para oito vozes a cappella.

Docente na Escola Superior de Música de Lisboa, João Madureira formou-se em composição com Christopher Bochmann, António Pinho Vargas, York Höller, Franco Donatoni e Ivan Fedele. As suas obras foram já interpretadas por agrupamentos e orquestras como o Ensemble L’Itinéraire (G. Bourgogne), Ensemble Neue Musik (P. Eötvös / J. Stockhammer), Orchestre lyrique de Région Avignon-Provence (S. Gualda), NRW Art Ensemble (M. Dobrowolny), Orquestra Gulbenkian, Orchestrutopica, Remix Ensemble (S. Ioannides), Orquestra Sinfónica Juvenil e Grupo de Música Contemporânea de Lisboa. Participou no Festival dos 100 Dias / Expo 98, no Festival Internacional de Música de Mafra (1999 e 2004), no Festival Musica de Estrasburgo (2001 e 2006), no Festival Temps d’Images (2004), no festival World Music Days, da Sociedade Internacional de Música Contemporânea (Bienal de Zagreb, 2005), no Musikfestspiele Dresden (2005), no Festival Música Viva 2006 e no Festival d’Automne, em Paris (2006). Em 1998 recebeu o Prémio ACARTE / Maria Madalena Azeredo Perdigão.

Quem não puder estar presente pode acompanhar a sessão em directo no YouTube, a partir do endereço https://youtu.be/0EPWscsMQOg. Até lá!

 

PODCAST | Paris em uma hora (07/2021)

Prossegue o podcast Glosando pela música da lusofonia, um programa da revista Glosas com transmissão em directo na rádio-café Lusophonica, no Farol de Santa Marta, em Cascais, nos últimos domingos de cada mês.

A glosas.mpmp.pt relembra agora a décima emissão, transmitida a 25 de Julho deste ano, com Edward Ayres de Abreu, director da revista, compositor e musicólogo. O tema “Paris em uma hora: máquina sentimental” parodia uma peculiarmente sonora (onírica?) viagem de metro (do inconsciente?) entre Gare d’Austerlitz e Boulogne.

A edição encontra-se agora disponível no canal MixCloud da Lusophonica. Se não teve oportunidade de ouvir, poderá fazê-lo aqui:

 

Excertos, não necessariamente por esta ordem e quase sempre em sobreposição, de:

Souns of Paris, “Gare d’Austerlitz — Boulogne”
recolha de Arthur Gilly, 2018

Edward Ayres de Abreu, Bocejo em forma de sonho com azuis, luzes e maresia
Bruno Belthoise e João Costa Ferreira, álbum Paris — Lisboa

Jean-Luc Godard, Bande à part
(filme)

Boris Vian, “J’suis snob”

Chico Buarque, “Sentimental”
Maria de Medeiros, voz

Gérard Pesson, Wunderblock
Teodoro Anzellotti, acordeão
Orquestra Sinfónica da Rádio de Colónia
Johannes Kalitzke, direcção

Daft Punk, “Get Lucky”
álbum Random Access Memories, 2013

Emmanuel Nunes, Litanies du feu et de la mer II
See Siang Wong, piano

Villa-Lobos, Choros n.º 10
Coro e Orquestra Sinfónicos do Estado de São Paulo
John Neschling, direcção

Ruy Coelho, Promenades enfantines à Paris
Philippe Marques, piano

Erik Satie, Musique d’ameublement: “Tenture de cabinet préfectoral”
Ensemble Ars Nova
Marius Constant, direcção

 

PODCAST | Cinema mudo português (06/2021)

Prossegue o podcast Glosando pela música da lusofonia, um programa da revista Glosas com transmissão em directo na rádio-café Lusophonica, no Farol de Santa Marta, em Cascais, nos últimos domingos de cada mês.

A glosas.mpmp.pt relembra agora a nona emissão, transmitida a 27 de Junho deste ano, com a convidada Bárbara Carvalho, investigadora da Universidade NOVA de Lisboa / CESEM, Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical. O tema “Cinema mudo português” fez-nos revisitar a música das, entre outras, películas A rosa do adro; Os lobos; Lisboa, crónica anedótica; e Mulheres da Beira (ver alinhamento completo abaixo).

A edição encontra-se agora disponível no canal MixCloud da Lusophonica. Se não teve oportunidade de ouvir, poderá fazê-lo aqui:


 

A rosa do adro
Realização: Georges Pallu,1919
Composição: Armando Leça, 1919
Interpretação: Solistas da Orquestra Metropolitana de Lisboa
José Pereira e Joana Dias (violinos), Joana Nunes (viola), Catarina Gonçalves (violoncelo), Vladimir Kouznetsov (contrabaixo), Francisco Sassetti (piano)

Os lobos
Realização: Rino Lupo, 1923
Composição: António Tomás de Lima, 1925
Interpretação: Nicholas McNair (piano)

filme-concerto Rebirth of a Nation
Criação: DJ Spooky, 2016 [2004]
Interpretação: Kronos Quartet

L’inhumaine
Realização: Marcel L’Herbier, 1924
Composição: Aidje Tafial, 2015
Interpretação: Aidje Tafial (percussão), Christophe Girard (acordeão), Guillaume Latil (violoncelo), Xavier Bornens (trompete), Samuel Mastorakis (vibrafone), François Fuchs (contrabaixo) Olivier Sens (electrónica), Didier Ithursarry (acordeão)

Lisboa, crónica anedótica
Realização: Leitão de Barros, 1930
Composição: Filipe Raposo, 2017
Interpretação: Filipe Raposo (piano)

Mulheres da Beira
Realização: Rino Lupo, 1922
Composição: Nicholas McNair, 2017
Interpretação: Nicholas McNair (piano)

Prémio Musa 2022: candidaturas abertas

O MPMP Património Musical Vivo acaba de anunciar o regulamento da quarta edição do Prémio Musa. Criado com o intuito de distinguir a excelência musical da composição contemporânea de tradição erudita e de, nesse contexto, promover a língua portuguesa como veículo expressivo, o Prémio Musa 2022 celebra o centenário do escritor José Saramago e conta com o apoio da respectiva Fundação.

Os compositores interessados, sem qualquer limite de idade ou de nacionalidade, são convidados a submeter obras para uma ou duas vozes faladas e quinteto de instrumentos, a escolher entre os indicados no regulamento, partindo da obra contista do escritor. O júri é constituído por Luís Tinoco (Presidente), Sara Carvalho e Juan Pablo Carreño e as obras a concurso deverão ser enviadas até ao fim de Agosto de 2022. Os resultados serão anunciados ainda no Outono desse ano, dando-se depois lugar ao concerto de laureados sob a direcção do maestro Jan Wierzba.

O autor distinguido com o Prémio Musa será contemplado com um prémio de 3000 €, que inclui participação como Compositor Residente na temporada seguinte à do anúncio do prémio. Haverá a possibilidade de serem entregues Menções Honrosas.

As duas primeiras edições do certame tiveram como vencedores Hugo Ribeiro (2019 – obras corais a cappella a partir Sophia de Mello Breyner Andresen) e Miguel Resende Bastos (2020 – obras para recitação e ensemble Pierrot a partir de Ruben A.). Os resultados da terceira edição (2021 – obras para electrónica a partir de Clarice Lispector) ainda não foram anunciados, esperando-se notícias a este respeito até ao fim do ano corrente.

Para mais informações e para consulta do regulamento, visite mpmp.pt/musa ou contacte directamente a organização do concurso através do endereço [email protected].

PODCAST | Música sacra e espiritualidade (05/2021)

Prossegue o podcast Glosando pela música da lusofonia, um programa da revista Glosas com transmissão em directo na rádio-café Lusophonica, no Farol de Santa Marta, em Cascais, nos últimos domingos de cada mês.

A glosas.mpmp.pt relembra agora a oitava emissão, transmitida a 30 de Maio deste ano, que se seguiu à de Sofia Magalhães. Esta contou com o convidado João Pedro Afonso, jovem investigador, organista e tenor. O tema “Música sacra e espiritualidade” fez-nos revisitar a música de Alfredo Teixeira, Eugénio Amorim, Eurico Carrapatoso, Fernando Lapa, João Andrade Nunes, João Vaz e Sara Ross (ver alinhamento completo abaixo).

A edição encontra-se agora disponível no canal MixCloud da Lusophonica. Se não teve oportunidade de ouvir, poderá fazê-lo aqui:


As sombras não assombram
Alfredo Teixeira e José Augusto Mourão
Ensemble São Tomás de Aquino, dir. Maria de Fátima Nunes
CD Vimos do Mar e da Montanha

Vimos do Mar e da Montanha
Alfredo Teixeira e José Augusto Mourão
Ensemble São Tomás de Aquino, dir. João Andrade Nunes, órgão André Ferreira, corne inglês Filipe Freitas
CD Vimos do Mar e da Montanha

Compaixão
Sara Ross e José Tolentino Mendonça
Nova Era Vocal Ensemble, dir. João Barros
V Edição Festival Peças Frescas

Diz-me o coração
Fernando Lapa sobre Salmo 27
Ensemble São Tomás de Aquino, dir. João Andrade Nunes, órgão André Ferreira
YouTube ESTA

Eu Sou o primeiro e o último
Eugénio Amorim
Ensemble São Tomás de Aquino, dir. Maria de Fátima Nunes, órgão André Ferreira
YouTube ESTA

Felizes os pobres
Alfredo Teixeira e José Augusto Mourão
Ensemble São Tomás de Aquino, dir. João Andrade Nunes, órgão André Ferreira
CD Vimos do Mar e da Montanha

Se tanto me dói
Eurico Carrapatoso e Sophia Mello Breyner
Ensemble MPMP, dir. Clara Coelho
Prémio MUSA 2019

Dece do Ceo
Eurico Carrapatoso e Luís Vaz de Camões
soprano Ana Paula Russo, Ensemble Vocal, Coro de Escola e Coro 3º e 4º anos da Academia de Música de Santa Cecília, 6 Órgãos Basílica Mafra, dir. António Gonçalves, coord. Rui Paiva
Concerto Natal 2016 Basílica Mafra
YouTube Eurico Carrapatoso

Pange Lingua
Eurico Carrapatoso e São Tomás de Aquino
Officium Ensemble, dir. Pedro Teixeira, órgão Sérgio Silva
Novas Flores de Música, concerto estreia da encomenda do 46.º Festival Estoril Lisboa, Sé de Lisboa
YouTube Eurico Carrapatoso

Magnificat
João Vaz
Officium Ensemble, dir. Pedro Teixeira, órgão Sérgio Silva
Novas Flores de Música, concerto estreia da encomenda do 46.º Festival Estoril Lisboa, Sé de Lisboa
YouTube Eurico Carrapatoso

Todos ficaram cheios do Espírito Santo
João Andrade Nunes
Ensemble feminino São Tomás de Aquino, órgão André Ferreira

Te Deum
Alfredo Teixeira
soprano Ariana Russo, Ensemble São Tomás de Aquino, dir. João Andrade Nunes, órgão André Ferreira
CD Vimos do Mar e da Montanha

PODCAST | Vozes de Abril (03/2021)

Depois de um breve descanso em Janeiro e Fevereiro, prossegue o podcast Glosando pela música da lusofonia, um programa da revista Glosas com transmissão em directo na rádio-café Lusophonica, no Farol de Santa Marta, em Cascais, nos últimos domingos de cada mês.

glosas.mpmp.pt relembra agora a sétima emissão (e a primeira deste ano), transmitida a 28 de Março deste ano, com a convidada e (colaboradora do MPMP) Sofia Magalhães. O tema “Vozes de Abril” fez-nos antecipar o mês que se avizinha, oferecendo um passeio entre Alain Oulman, na voz de Amália Rodrigues, e António Victorino d’Almeida, na voz de Carlos do Carmo (ver alinhamento completo abaixo).

A edição encontra-se agora disponível no canal MixCloud da Lusophonica. Se não teve oportunidade de ouvir, poderá fazê-lo aqui:

 

 


 

Trova do vento que passa
álbum Com que voz
Amália Rodrigues (voz)
Alain Oulman (música) e Manuel Alegre (poema)

O rapaz da camisola verde
álbum Túnica negra
Frei Hermano da Câmara (voz)
Pedro Homem de Mello (poema) e Frei Hermano da Câmara

Cantata da paz
álbum Canções da Cidade Nova
Francisco Fanhais (voz)
Sophia de Mello Breyner (poema) e Rui Paz (música)

Corpo renascido
álbum Canções da Cidade Nova
Manuel Alegre (poema) e Pedro Lobo Antunes (música)

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
José Mário Branco

Roseira brava
álbum Gente de aqui e de agora
Adriano Correia de Oliveira

Coro da primavera
álbum Cantigas do Maio
José Afonso

Descansa a cabeça, Senhor Marquês e Maré alta
álbum Os sobreviventes
Sérgio Godinho

Eh companheiro e Por terras de França
álbum Margem de certa maneira
José Mário Branco

Tango dos pequenos burgueses e Grande, grande era a cidade
álbum Até ao pescoço
José Jorge Letria

Tourada
Fernando Tordo (voz)
Fernando Tordo e Ary dos Santos (letra)

Apenas o meu povo
Simone de Oliveira (voz)
Fernando Tordo (música) e Ary dos Santos (letra)

Portugal ressuscitado
Fernando Tordo (voz)
Fernando Tordo e Ary dos Santos (letra)

Nunca mais a solidão
álbum Nunca mais a solidão
Simone de Oliveira (voz)
Pedro Osório (música) e Sequeira Afonso (poema)

O guerrilheiro
álbum O guerrilheiro
Luís Cília

Venha cá Senhor Burguês e P’ró que der e vier
álbum P’ró que der e vier
Fausto

Cantiga dum marginal do século XIX
álbum Semear salsa ao reguinho
Vitorino

A presença das formigas
álbum Coro dos tribunais
José Afonso

Monólogo de um cidadão frustrado e Deixem voar este sonho
álbum Com uma viagem na palma da mão
Jorge Palma

2.º andar direito e Venho aqui falar
álbum Pano cru
Sérgio Godinho

Lisboa, menina e moça
Carlos do Carmo (voz)
Paulo de Carvalho

O fado do Campo Grande e O amarelo da Carris
álbum Um homem na cidade
Carlos do Carmo (voz)
António Vitorino de Almeida (música) e Ary dos Santos (letra)

O novíssimo Festival Informal de Ópera

A 18 de Setembro, Braga acolhe um festival de ópera inédito: o FIO (Festival Informal de Ópera). Serão estreadas quatro pequenas óperas de câmara, criadas especificamente para quatro locais emblemáticos da cidade: o gnration, o Museu Nogueira da Silva, o Salão Medieval da Reitoria da Universidade do Minho e o Museu dos Biscainhos.

 

 

O festival conta com actividades paralelas, inspiradas no universo da ópera, que pautam os momentos que antecedem e intercalam as estreias: a apresentação pública do resultado das oficinas “Vamos criar uma ópera?”, uma mesa-redonda intitulada “Ópera para quê?” e o audioguia “Passeio Sonoro”.

O FIO foi idealizado por um colectivo informal de vários artistas, em colaboração com a Sinfonietta de Braga, e tem como principais entidades apoiantes a Direcção-geral das Artes e o Município de Braga.

Na sua primeira edição, terá como solistas os cantores Ana Maria Pinto, Nataliya Stepanska, Tiago Matos e Miguel Maduro Dias. A direcção musical está a cargo do maestro Jan Wierzba.

 

 

Eis as estreias: In(opeRA)vel com música de Sara Ross, texto de Tiago Schwäbl e encenação de Joana Providência será a primeira do dia e terá lugar no palco da blackbox do gnration às 15h. Às 17h e 18h seguem-se duas récitas da ópera O concílio celeste, no Museu Nogueira da Silva, com música de Fátima Fonte, texto de Patrícia Portela, encenação de Sónia Baptista. A terceira ópera, Oráculos & ladainhas, com início às 21h, será apresentada no Salão Medieval da Reitoria da Universidade do Minho e tem a autoria musical de Sofia Sousa Rocha, texto de Tiago Schwäbl e encenação de António Torres. Por fim, a ópera Maria Magola, com música de Francisco Fontes, texto de Marta Pais de Oliveira e encenação de Daniela Cruz, realizar-se-á no Museu dos Biscainhos às 22h, encerrando o festival.

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