O organista, musicólogo e compositor, Cláudio de Pina irá interpretar obras de sua autoria em dois concertos: no dia 31 de Maio no FIO – Festival Internacional de Órgão, em Santo Tirso, e no dia 5 de Junho no O’culto da Ajuda, em Lisboa.

Cláudio de Pina compôs quatro obras que irá interpretar no espectáculo LUZ. O convite partiu de Rodrigo T. de Paula, director artístico do espectáculo e também programador do festival, que concebeu um espectáculo multidisciplinar em que a música se conjuga com dança (com os bailarinos João Silva e David Murta), vídeo (António Guimarães Ferreira) e desenho de luz (Daniela Rosado). De acordo com a organização do festival, «inspirado na metáfora da luz como símbolo de esperança e renovação, o espetáculo propõe uma reflexão artística e filosófica sobre a busca por um otimismo, em uma era marcada por conflitos e incertezas, através dos escritos de Platão (Alegoria da Caverna), Santo Agostinho (Solilóquios), Gaston Bachelard (La flamme d’une chandelle) e de Rebecca Solnit (Hope in the Dark)». Durante o concerto de música improvisada e escrita, Cláudio de Pina servir-se-á de órgão de tubos, theremin, lyra e electrónica em quadrifonia. A 11.ª edição do FIO – Festival Internacional de Órgão arrancou no dia 16 de Maio e decorre em Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Santo Tirso. No dia 31 de Maio às 21h30, na Fábrica de Santo Thyrso (Santo Tirso), LUZ será o concerto de encerramento. O festival é organizado pela Tagus – Atlanticus Associação Cultural e pela JMS Organaria.

No dia 5 de Junho às 19h30, no O’culto da Ajuda (Lisboa), Cláudio de Pina interpreta a solo as suas obras recentes Tento de Falsas (2024) e Quasi-Lontano (2023). Será o lançamento do seu álbum Outras Flores de Música, com música contemporânea portuguesa para órgão histórico português, que reúne obras do próprio e de Bruno Gabirro, Diogo Alvim e Vítor Rua. O título do álbum faz referência a Flores de Música, célebre partitura para teclas do séc. XVII do organista Manuel Rodrigues Coelho. Segundo Cláudio de Pina, «estas novas obras, não ofuscando tamanho legado histórico, representam o potencial sonoro destes instrumentos vetustos, que ainda respiram para uma nova música.» Também neste concerto concorrem elementos visuais, ao serem projectadas ilustrações de António Cadete (1937–2020) do Manual Ilustrado de Espécies da Flora Portuguesa, vols. I e II, e outros quadros.

Cláudio de Pina nasceu a 1977, em Lisboa. É titular do órgão histórico da Igreja Paroquial da Ajuda (Lisboa) e investigador integrado no GIMC (CESEM, FCSH). O seu trabalho académico é dedicado à análise musical, composição, acústica, espacialização e interpretação musical de música contemporânea. Como organista, artista sonoro e compositor no domínio da música contemporânea apresenta-se regularmente a nível nacional e internacional. A sua discografia conta com Asteroeidēs (2020), Palimpsestus (2020), Avant-garde Organ (GDA, 2022) e Aether Ventus (2023).