O MPMP Património Musical Vivo apresenta o quarto volume da sua Coleção Memória. Trata-se de um CD dedicado ao tenor Fernando Serafim (nascido em 1933), figura incontornável da canção de câmara portuguesa do século XX. O lançamento decorrerá no dia 16 de outubro de 2025, às 18h00, no Auditório da Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, com entrada livre. A sessão contará com a presença do pianista Nuno Vieira de Almeida, do editor e curador do projeto Tiago Manuel da Hora e do presidente do MPMP, Duarte Pereira Martins. A entrada é livre.
O álbum, intitulado Fernando Serafim na Emissora Nacional/RDP 1963–85, reúne gravações históricas realizadas entre 1963 e 1985 para a Emissora Nacional/RTP, incluindo primeiras audições de obras de Fernando Lopes-Graça e Filipe de Sousa. As interpretações contam com o acompanhamento de pianistas de várias gerações, entre os quais Olga Prats e Carla Seixas, num repertório que percorre a poesia portuguesa de Camões a Eugénio de Andrade.
Mais do que um registo documental, o projeto representa um tributo à arte de Fernando Serafim e à canção de câmara portuguesa do século XX, resgatando um património sonoro de inegável valor histórico e artístico. Integrado na Coleção Memória — iniciativa do MPMP dedicada à preservação e difusão de gravações históricas —, o disco oferece ao público interpretações fundamentais de uma época de grande vitalidade musical.
O CD inclui canções e ciclos de compositores como Lopes-Graça, Luiz de Freitas Branco, Croner de Vasconcellos, Filipe Pires, Viana da Mota, Armando José Fernandes e Filipe de Sousa, sobre textos de Camões, Antero de Quental, Fernando Pessoa, Eugénio de Andrade e Camilo Pessanha.
Ao longo de mais de meio século de carreira, Fernando Serafim destacou-se pela versatilidade e pela profundidade interpretativa, abordando repertórios que vão da música antiga à contemporânea, passando pela ópera, Lied e oratória. Colaborou com compositores como Lopes-Graça, Jorge Peixinho e Cândido Lima, e com instituições de referência como a Fundação Calouste Gulbenkian e o Teatro Nacional de São Carlos, afirmando-se também como professor e divulgador da canção portuguesa.
