As candidaturas para a 3.ª edição do Cascais Ópera – Concurso Internacional de Canto estão oficialmente abertas até 15 de janeiro de 2026, dirigindo-se a jovens cantores líricos de todo o mundo. Organizado pela Associação CIVOC, o evento decorrerá entre 29 de maio e 7 de junho de 2026, com provas presenciais em Cascais e Lisboa. A iniciativa tem como objetivo descobrir, apoiar e promover uma nova geração de intérpretes, oferecendo formação especializada, apresentações públicas e oportunidades de carreira de relevo no panorama operático internacional.

O concurso está aberto a cantores de qualquer nacionalidade, com idades compreendidas entre 18 e 32 anos no momento da fase presencial. Os participantes devem ter concluído ou estar a concluir a sua formação profissional em música. O processo de seleção começa com a submissão de candidaturas online — mediante o pagamento de uma taxa — que incluem currículo e vídeos de duas árias gravadas recentemente, obedecendo a requisitos específicos de repertório e idiomas.

Os cantores selecionados serão convidados a participar na fase presencial, que integra três rondas de competição — eliminatórias, semifinal e final — acompanhadas por masterclasses, feedback individual e concertos, concebidos para valorizar e destacar o potencial artístico de cada concorrente.

O júri é composto por um painel internacional de especialistas, presidido pelo barítono Sergei Leiferkus, e integra, entre outros, Antonio Pirolli, maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa; Catarina Sereno, mezzosoprano; Christina Scheppelmann, diretora-geral e artística de La Monnaie, Bruxelas; Eline de Kat, coordenadora artística da Ópera de Monte Carlo; Erik Malmquist, diretor de casting da Bayerische Staatsoper; Ferruccio Furlanetto, baixo; Fredrik Andersson, diretor do Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian; Ivan van Kalmthout, executivo sénior de ópera; Juliane Banse, soprano e diretora artística do Festival Internacional de Música de Marvão; e Karen Stone, diretora executiva da Opera Europa.

As fases finais do concurso ocorrerão na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, onde os finalistas apresentarão repertório com acompanhamento orquestral. Para além dos prémios monetários — com destaque para o Grand Prix Égide, no valor de 12.000 euros —, o programa inclui uma série de contratos de apresentação em festivais e instituições internacionais, como o Festival Amazonas de Ópera (Brasil), o Festival de Música de Mafra, a Ópera na Cidade (Porto), o Festival Internacional de Marvão e o Festival Internacional de Piano do Algarve, entre outros.

A organização sublinha a importância do Cascais Ópera enquanto plataforma de visibilidade internacional para jovens cantores e como ponte entre talentos emergentes e instituições culturais de referência.

Fotografia: Cascais Ópera.

Sobre o autor

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Diplomada pela Universidade de São Paulo, onde se licenciou em História, concluindo o mestrado e o doutoramento em Arqueologia e integrando o LARP, Laboratório de Arqueologia Romana Provincial, enquanto Supervisora de Programas e Pesquisas. Foi docente de História da Arte em diversas instituições universitárias e no MASP, Museu de Arte de São Paulo. Realizou o estágio doutoral no Collège de France, Paris, especializando-se depois em Gestão Cultural no SENAC, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, e concluindo o mestrado em Empreendedorismo e Estudos da Cultura — Património no ISCTE, Lisboa, tendo neste âmbito sido distinguida com um Prémio de Excelência Académica.