O início de 2026 traz uma programação marcada pela diversidade e pela presença da música portuguesa em várias salas do país.

Na Metropolitana, no dia 8 de janeiro, às 19h, os Jovens Solistas da Metropolitana apresentam um programa que cruza repertório canónico e português. O concerto inclui o Quinteto de Metais n.º 1, de Victor Ewald, o Trio em Dó Maior, Op. 87, de Ludwig van Beethoven, e duas sonatas para teclas de Carlos Seixas (27 e 71). Participam o Quinteto de Metais — Guilherme Guia e Tomás Almeida (trompetes), Guilherme Lopes (trompa), Duarte Rosa (EPM, trombone) e Gabriel Viegas (EPM, tuba), da classe do professor Rui Mirra —, o Trio de Madeiras, com Beatriz Clemente (flauta), Shengsheng Wang (clarinete) e Francisco Viegas (fagote), da classe do professor Paul Wakabayashi, e ainda o Duo de Percussões da Metropolitana, com Bernardo Ramos e Miguel Almeida (marimbas), da classe do professor Marco Fernandes.

No dia 11 de janeiro, às 16h30, o Coro de Câmara Lisboa Cantat, da Associação Musical Lisboa Cantat, apresenta um Concerto de Ano Novo, com bilhetes a 5 euros. O programa é inteiramente dedicado à música portuguesa e inclui obras do mais recente CD do coro, 50 Anos de Liberdade e Democracia, canções do projeto A Música das Palavras, que valoriza a relação entre poesia e música, bem como repertório alusivo ao ciclo festivo do Natal aos Reis.

A Orquestra do Algarve repete por duas vezes o seu Concerto de Ano Novo – Dance, dance, dance!. A primeira apresentação acontece a 8 de janeiro, às 19h, na Culturgest, seguindo-se um segundo concerto no dia 11 de janeiro, às 18h, em Sagres, no Pavilhão Clésio Ricardo, com entrada gratuita, sujeita à lotação do espaço. Sob a direção e apresentação de Martim Sousa Tavares, o programa percorre a música dos séculos XX e XXI, das danças e melodias húngaras a sonoridades mais inesperadas do universo da dança, incluindo uma obra do compositor português Pedro Lima.

No Porto, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música inaugura a nova temporada com o Concerto de Abertura, no dia 10 de janeiro, às 18h, dando início a um ciclo que destaca o compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos. Do folclore espanhol de Manuel de Falla aos ritmos e cores do Brasil profundo de Villa-Lobos, o programa traça um percurso entre tradição e modernidade. O Chapéu de Três Bicos, com a meio-soprano catalã Marta Infante como solista, traz uma explosão de humor e vitalidade andaluza, enquanto as Bachianas Brasileiras n.º 2 incluem o célebre “Trenzinho do Caipira”. O concerto propõe ainda a descoberta do universo expressivo do compositor em residência Hèctor Parra, com L’Absència, obra inspirada nos conflitos interiores das personagens da escritora francesa Marie NDiaye.

Fotografia: Heitor Villa-Lobos.

Sobre o autor

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Diplomada pela Universidade de São Paulo, onde se licenciou em História, concluindo o mestrado e o doutoramento em Arqueologia e integrando o LARP, Laboratório de Arqueologia Romana Provincial, enquanto Supervisora de Programas e Pesquisas. Foi docente de História da Arte em diversas instituições universitárias e no MASP, Museu de Arte de São Paulo. Realizou o estágio doutoral no Collège de France, Paris, especializando-se depois em Gestão Cultural no SENAC, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, e concluindo o mestrado em Empreendedorismo e Estudos da Cultura — Património no ISCTE, Lisboa, tendo neste âmbito sido distinguida com um Prémio de Excelência Académica.